Contextualizando
O telefone móvel, ou celular, foi lançado em 1973, em Nova Iorque. Na época ele era gigantesco, pesava o equivalente a dúzias de celulares modernos e tinha uma área de abrangência muito restrita, além de ser analógico (*1) e não digital (*2).
Somente uma década mais tarde, em 1983, chegaria ao mercado o primeiro modelo comercialmente viável, o DynaTAC 8000x, da Motorola, pesando apenas 794,16 gramas.
Você pode encontrar um pouco da história dos celulares nos links sugeridos no final deste artigo.
O meu primeiro celular, foi um “tijolinho” da Motorola que inaugurou a linha de microcelulares, o Microtac. Na época (década de 90) ele custava caríssimo e só funcionava em uns poucos lugares “iluminados”, pois a maior parte do país ainda era uma área de sombra (*3) para a telefonia móvel incipiente de então.

Meu primeiro celular foi um Motorola Microtac. O mais leve da categoria em sua época, pesando apenas 290 gramas!
Confesso que na época eu mesmo não via nenhuma outra utilidade no telefone celular que não fosse a de poder falar de diferentes lugares com um mesmo telefone. O celular era então apenas um telefone e somente adultos dispostos a investirem uma quantia razoável, e que tivessem uma boa razão para tal, se dispunham a comprá-lo.
Hoje em dia o telefone celular é um dos aparatos tecnológicos mais comuns. Segundo pesquisa do Núcleo Gestor da Internet no Brasil, em 2008 52% da população do Brasil já possuía telefone celular. Nos grandes centros urbanos já é quase impossível encontrar alguém com mais de 14 anos que não tenha um telefone celular.
Os telefones celulares atuais são pequenos, leves, tem baterias duradouras, funcionam em quase todos os lugares e há muito deixaram de exercer apenas a função de telefone. Hoje em dia os telefones celulares são verdadeiras centrais multimídias computadorizadas (*4) onde se pode telefonar (Sim! Os telefones celulares ainda servem para telefonar!), ouvir rádio, mp3, assistir TV, tirar fotos, fazer filmes, gravar voz, jogar videogame, mandar e receber e-mails ou arquivos e acessar a Internet, dentre outras muitas funções.
E é justamente por serem centrais multimídias computadorizadas que os telefones celulares deixaram de ser apenas telefones e passaram a ter múltiplas finalidades. E é claro que entre os muitos usos que podemos fazer deles, alguns também podem ser pedagógicos!
Desfazendo alguns mitos
Antes de propor usos pedagógicos para o telefone móvel celular atual é preciso desfazer alguns mitos sobre a presença do celular na escola e o principal deles é o que diz que o telefone celular é desnecessário na escola e, além disso, atrapalha o andamento das aulas.
Alguns professores se queixam que os telefones celulares distraem os alunos. É verdade. Mas antes dos telefones celulares eles também se distraiam. A única diferença é que se distraiam com outras coisas; como aliás, continuam fazendo nas escolas onde os telefones celulares foram proibidos. O que causa a distração nos alunos é o desinteresse pela aula e não a existência pura e simples de um telefone celular. Exemplo claro disso é que em muitas escolas e em muitas aulas os alunos não se distraem com seus celulares, apesar de estarem com eles em suas mochilas, nos bolsos ou mesmo sobre as carteiras.
Alguns afirmam que os alunos usam celulares para colar. Bom, é provável que sim. Alunos colam sempre que estão diante de provas e atividades que permitam ou estimulem a cola. Essas provas e atividades são geralmente pobres e requerem apenas uma resposta “decorada” ou que se assinalem alternativas, coloque-se verdadeiro ou falso ou se forneça um número como resposta. Nesses casos colar é a solução mais inteligente como resposta a uma avaliação pouco inteligente. Em avaliações onde o aluno precisa pensar, construir respostas próprias ou realizar “ações”, praticamente não há como colar, nem com celular, nem sem celular. Além disso, como todo professor sabe muito bem, a “tecnologia da cola” é muito anterior à do celular.
Há quem diga que os alunos usam os telefones celulares para, propositalmente “zoarem” nas aulas, com o professor ou com os colegas. É verdade! E eles também zoariam nessas mesmas aulas sem os celulares: jogando aviõezinhos, bolinhas de papel, fazendo piadinhas e outras milhares de traquinagens possíveis. Não é o celular que incentiva o aluno à indisciplina e sim o desejo dele de confrontar o professor. A solução para esses casos não tem nenhuma relação com o telefone celular, assim como não tem nenhuma relação com os aviõzinhos de papel (ou também proibiremos os alunos de trazerem cadernos na escola porque eles tiram folhas e fazem aviõzinhos de papel?).
Assim como se argumenta que a Internet permite que os alunos tenham acesso a materiais impróprios e façam uso indevido dela, também há quem diga que os telefones celulares permitem uma série de “violações” às regras e normas éticas e morais. Na verdade também nunca foi preciso ter telefone celular para violar essas regras e a escola serve, entre outras coisas, para ajudar na formação ética e moral de seus alunos, e isso não se faz com imposição, omissão ou simples proibição. Ética e valores são conteúdos transdiciplinares que devem estar presentes sempre, inclusive ao lidarmos com as novas tecnologias.
Também se argumenta que é constrangedor para os alunos que não têm celular conviverem com outros que os têm. Provavelmente também seja verdade, mas também é igualmente verdadeiro para os tênis que eles usam, para a calça jeans, para o caderno de capa dura, para o estojo, para o relógio, etc., etc. Na escola temos que aprender, todos nós, a conviver com as diferenças e compreender a realidade que as produz. Não podemos simplesmente decretar que todos usem as mesmas roupas (apesar da exigência de uniformes em algumas escolas), que tenham os mesmos materiais escolares, que façam uso do mesmo vocabulário, dos mesmos brinquedos e principalmente, que tenham as mesmas idéias.
Enfim, todos os argumentos que costumo ouvir defendendo a proibição dos celulares nas escolas são argumentos pouco refletidos, onde os problemas reais que são apontados dizem respeito à forma de gestão de aula do professor ou a maneira como a própria escola idealiza o aluno e não ao aparelho de telefone celular propriamente dito. Antes do telefone celular esses mesmos argumentos eram usados para proibir o walkman, o baralho de cartas, os jogos de tabuleiro, as revistas, o rádio de pilhas, a calculadora, etc. etc. Na verdade às vezes eu tenho a impressão de que alguns professores gostariam que seus alunos ficassem nus, amarrados às carteiras e com uma mordaça na boca.
Além desses todos, também há um argumento bastante recorrente para justificar a proibição dos celulares na escola: eles não ajudam o professor em nada, então para que permiti-los? Vamos refletir um pouco mais sobre isso?
- Você, professor, já usou um rádio, rádio-gravador ou um aparelho de reproduzir sons em sala de aula?
- Já usou alguma vez uma calculadora, em alguma aula?
- Já usou uma TV, um videocassete ou um DVD em alguma atividade?
- Já manteve contato com os alunos por e-mail, pela Internet ou por outro dispositivo que permita comunicação à distância?
- Já fez alguma atividade onde fosse necessário tirar fotos ou gravar um filme?
- Já propôs alguma entrevista que fosse gravada e depois transcrita?
- Já usou jogos eletrônicos (videogames) com seus alunos?
- Costuma comunicar datas de provas e de entregas de trabalho para seus alunos e pede que eles anotem?
- Já pediu alguma vez aos seus alunos que copiassem suas anotações feitas na lousa?
- Já lhes disse alguma vez: “Preste muita atenção na explicação que vou dar agora!” ou algo semelhante a isso?
- Já consultou a hora para saber quanto falta para o término da aula ou já usou um cronômetro para lhe avisar quando faltarem cinco minutos para o final da sua aula?
Bom, se você já fez pelo menos uma das atividades ou ações descritas acima, então saiba que ela poderia ter sido feita de forma equivalente com o uso de telefones celulares modernos e, não raro, de forma até bem mais eficaz!
Usando o celular na escola
Vou contar uma breve historinha:
O MEC envia livros para as escolas, mas nem sempre há livros para todos. Em 2009 deparei-me com uma situação destas, em que uma classe ficou sem livros e foi necessário então compartilhar os livros entre duas classes. Porém isso impedia os alunos de levarem os livros para casa para poderem estudar… O que fazer?
Em outros tempos eu pediria aos alunos que copiassem as partes mais importantes do livro usadas em cada aula e diríamos que isso era a “matéria para ser estudada”. Isso demanda muito tempo de aula gasto inutilmente, pois não temos esse tempo disponível, temos? Além disso, a menos que o objetivo da aula seja treinar caligrafia ou chatear os alunos, fazer cópias de livros e mesmo da lousa é algo realmente “inútil”. Também existe a possibilidade de fotocopiarmos algumas páginas, mas isso tem um custo com o qual poucas escolas públicas podem arcar.
Mas não precisamos mais fazer nada disso. Agora basta pedir aos alunos que peguem seus celulares e FOTOGRAFEM as páginas importantes do livro! E foi justamente isso que os alunos fizeram.
O mesmo vale para a lousa e mesmo para as pesquisas bibliográficas na biblioteca. Quando algum aluno me pergunta hoje em dia se precisa copiar minhas anotações da lousa, eu logo lhe recomendo que faça algo mais inteligente: fotografe a lousa! E eles fazem!
Essa brevíssima historinha, que é apenas uma dentre muitas, já me permite então listar algumas sugestões para o uso pedagógico dos telefones móveis celulares modernos em sala de aula e fora dela:
- Se você em algum momento faz cálculos em suas aulas e solicita que os alunos os façam, e a menos que por alguma boa razão eles devam fazer esses cálculos com algoritmos específicos e usando papel e lápis, então considere fortemente a possibilidade de usar os celulares como calculadoras. Além disso, se você é professor de matemática e quer ensinar seus alunos como resolver expressões aritméticas obedecendo as regras de precedência de operadores, considere que o uso de calculadoras, e portanto celulares, consiste em um método bastante eficaz de fazê-lo, pois as máquinas seguem a ordem que nós determinamos para as operações; o telefone celular é uma calculadora também;
- Se você marca datas de provas, entregas de trabalho ou outras datas que considera importante que os alunos se lembrem, peça-lhes que anotem essas datas. Não no caderno, mas sim na agenda do celular! Eles andam com o celular no bolso o tempo todo e só estão perto do caderno quando estão na escola, confere? O telefone celular é uma agenda que tem até mecanismo de alerta;
- Já é possível criar um serviço de envio de mensagens de aviso por e-mail ou via torpedos. Pelo celular é possível receber atualizações de sites, blogs e até mesmo de mensagens do Twitter, bem como fazer o caminho oposto. Se quiser dar um passo adiante você pode criar um serviço desses e disponibilizar para seus alunos; o telefone celular também é um serviço de leitura de notícias e de publicação de notícias;
- Os celulares atuais gravam sons, imagens (fotos) e ambos (filmes). Todos esses recursos servem para “registro”. Permita, e mesmo incentive, que seus alunos fotografem sua lousa ao invés de copiá-la no caderno. Isso lhes permite prestar atenção em você, enquanto você fala e escreve, ao invés de repartirem a atenção entre o que você diz e o que eles estão copiando nos cadernos. O mesmo vale para as suas explicações importantes que podem ser gravadas como sons ou como filmes. Imagine o quanto é mais interessante para o aluno “assisti-lo” ou mesmo “ouvi-lo” na hora de estudar do que apenas conferir anotações, nem sempre fiéis, feitas nos cadernos! Use, você mesmo, esses recursos para registrar atividades feitas com os alunos; o telefone celular é uma câmera fotográfica digital, uma filmadora digital e um rádio-gravador digital;
- Proponha o uso dos celulares como ferramentas para os alunos desenvolverem seus trabalhos. Como foi dito acima, com o celular eles dispõem de gravador de voz, imagem e vídeo, muito embora eles mesmos não tenham o hábito de registrar suas atividades. Isso é o que chamamos de “making-off” das atividades e, ao fim e ao cabo, é esse o único registro que nos interessa e não o resultado final da atividade. Por exemplo, se eles têm que confeccionar uma maquete, porque não fotografar todas as etapas e depois transformar isso em um filme (animação) que pode ser incluído como parte da própria atividade? O telefone celular é uma ferramenta de registro, edição e publicação.
Há uma infinidade de possibilidades de uso pedagógico dos telefones celulares modernos em sala de aula e fora dela. Quais lhe interessam? Isso certamente depende da forma como você, professor, usa a tecnologia para si mesmo, em suas aulas e com os seus alunos. Quem não vê nenhum uso pedagógico para o rádio, a televisão, a máquina fotográfica, a filmadora, o gravador, a calculadora, a agenda, etc., então também não verá nenhuma utilidade para o celular, pois é isso que ele representa hoje em dia: não é mais um simples telefone, o celular é uma central de multimídia computadorizada.
À propósito, sempre foi muito comum a falta de recursos tecnológicos nas escolas, principalmente nas escolas públicas. Com o telefone celular passamos a ter muitos desses recursos disponíveis não apenas pela escola, mas também pelos alunos! Isso deveria ser comemorado, mesmo que não concordemos que os alunos prefiram ganhar celulares dos seus pais do que enciclopédias, pois com os celulares eles também ganham diversas possibilidades de aprendizagem que antes não tinham porque a própria escola não dispunha desses recursos. Isso é fascinante, não é?
Alguns cuidados finais
Porém, antes de sair por aí reformulando todas as suas práticas e instituindo a obrigatoriedade do uso do telefone celular na escola, tenha em mente que ainda temos muitos alunos que não têm telefone celular ou que têm telefones celulares que não dispõem de todos os recursos mencionados aqui. Além disso, em alguns estados e municípios (e há uma lei tramitando com validade para o país todo) o celular é proibido na escola. Portanto, é preciso sempre:
- propor atividades que envolvam o uso de celulares para grupos de alunos em que pelo menos um aluno do grupo disponha do celular com o recurso que será utilizado;
- permitir que os alunos aprendam a usar o recurso antes de propô-lo como parte de uma atividade. Geralmente os alunos dominam os celulares melhor do que seus professores e aprendem rápido a usá-lo, por isso é uma boa idéia “deixar que eles mesmos ensinem e aprendam a usar o recurso entre eles mesmos” (e aproveite para aprender também!);
- discutir as questões éticas e morais envolvidas no uso de imagens e registros, bem como o uso indevido dos celulares e de outros equipamentos de mídia;
- estabelecer claramente no planejamento da sua atividade, e descrever em detalhes no seu planejamento de aula, os objetivos do uso do celular nas atividades propostas. Haverá sempre alguém para se indignar com o fato do celular estar sendo usado na sua aula, infelizmente;
- e, por último, estabelecer claramente as regras de uso dos celulares na escola de maneira geral e, em particular, durante as aulas em que não estarão usando o celular “como parte da aula”, da mesma forma como estabelecemos as regras para o uso do baralho, dos jogos de tabuleiro, dos avioezinhos de papel e de todo o resto.
Veja que não é difícil negociar o que pode e o que não pode, quando se deve e quando não se deve usar o celular. Fazemos isso da mesma forma como estabelecemos outras regras de convivência na escola. Os conflitos mais comuns que surgem nas salas de aula devem-se justamente à falta de uma definição clara desses acordos e da crença em pressupostos perigosos, como o de que o aluno “deve saber naturalmente o que é certo e o que é errado”.
Também é importante discutir com os alunos os limites éticos e morais do uso do celular, e de outros instrumentos tecnológicos modernos, fora da escola. O celular é parte do cotidiano deles e ensiná-los a usá-lo com sabedoria é também parte da nossa tarefa como educadores. E esta é mais uma boa razão para usar os celulares na escola como ferramentas pedagógicas, pois com isso somos naturalmente levados ao contexto do seu uso responsável e podemos desempenhar nosso papel de educadores de forma natural.
Glossário:
(*1) Sinal Analógico: sinal contínuo que varia com o tempo. A informação é transmitida por meio dessas variações.
(*2) Sinal Digital: sinal transmitido da forma de “zero” e “um”, ou seja, a informação é transmitida na forma binária.
(*3) Área de sombra: região onde os telefones celulares não conseguem conexão com nenhuma torre de transmissão e, portanto, não funcionam.
(*4) Central multimídia computadorizada: este termo esta sendo usado aqui para descrever um aparato que disponibiliza diversas mídias (texto, rádio, TC, etc.) de maneira digital, isto é, controlada por um processador (computador).
Sugestão de outros textos disponíveis na Internet:
- Pelo celular… Lá na escola!: um ótimo texto publicado no Portal Educarede.
- As 1001 utilidades de um celular: outro ótimo texto publicado no Portal Educarede.
- Museu do Telefone: museu da Fundação Telefônica
- Sobre a proibição do uso do celular nas escolas: matéria da Folha Online
- Um exemplo de uso em um projeto do Educarede: O celular integrado às atividades do Minha Terra
- A história do celular (com imagens): matéria publicada no IDG Now! (De onde também retirei algumas imagens que ilustram esse artigo)
- Oito maneiras de usar a câmera digital do celular para fins educacionais: artigo em inglês
- Dez maneiras de usar o telefone celular em aulas de línguas: artigo em inglês
- Celular abre espaço no ensino a distância: Artigo do Jornal da Ciência abordando o uso de celulares em EAD
- Imagens e práticas pedagógicas no cotidiano das escolas: o celular nas classes de alfabetização: RevistaTEIAS: Rio de Janeiro, ano 8, nº 15-16, jan/dez 2007
- O uso do celular na adolescência e sua relação com a família e grupo de amigos: tese de mestrado em psicologia social e da personalidade; traz estatísticas recentes e mostra a brangência do impacto do uso do celular entre adolescentes urbanos
- Mobile learning: teaching and learning with mobile phones and Podcasts: Artigo da professora Adelina Moura, da Universidade no Minho (Portugal) abordando uma experiência de uso dos celulares para a criação de podcasts com alunos (em inglês)
- Mobile learning with cell phones and mobile Flickr: One experience in a secondary school: Artigo da professora Adelina Moura, da Universidade no Minho (Portugal) descrevendo uma experiência de uso dos celulares e da galeria de iamgens Flickr (Yahoo) em uma atividade de pesquisa com alunos de uma escola secundária (em inglês)
- Geração Móvel: um ambiente de aprendizagem suportado por tecnologias móveis para a “Geração Polegar”: Artigo da professora Adelina Moura, da Universidade no Minho (Portugal) tratando do uso dos celulares de maneira geral e de ambientes virtuais de aprendizagem que suportam o uso de celulares
- O Telemóvel para ouvir e gravar Podcasts: exemplos no Ensino
Secundário: Artigo da professora Adelina Moura, da Universidade no Minho (Portugal) descrevento uma experiência de uso de celulares e podcasts entre alunos de uma escola secundária com foco em atividades que usam os podcasts como forma de complementar as aulas presenciais - Peddy-paper literário mediado por telemóvel: Artigo da professora Adelina Moura, da Universidade no Minho (Portugal) descrevendo uma atividade com o uso de celulares e a estratégia de peddy-paper.
- Mobile Study: Uma ferramenta web 2.0 que permite a criação de “quiz” (teste) que pode ser baixado por celulares. É tão simples que qualquer criança consegue fazer (veja esse exemplo que eu mesmo acabo de fazer). O professor Suintila tem usado esse recurso em suas aulas de física para o Ensino Médio (veja em seu blog).
(*) Para citar esse artigo (ABNT, NBR 6023):
ANTONIO, José Carlos. Uso pedagógico do telefone móvel (Celular), Professor Digital, SBO, 13 jan. 2010. Disponível em: <http://professordigital.wordpress.com/2010/01/13/uso-pedagogico-do-telefone-movel-celular/>. Acesso em: [coloque aqui a data em que você acessou esse artigo, sem o colchetes].
DynaTAC 8000x
Tags: professor, Telefone celular, TICs, uso pedagógico






25/07/2011 às 15:06 |
Divulgado em meu blog: http://psicopedagogafernanda.blogspot.com/2011/07/uso-pedagogico-do-telefone-movel.html
21/02/2011 às 14:41 |
gostei do texto e concordo com o uso do elular como ferramenta pedagógica. Acredito, no entanto, que deva ser usada com bastante cuidado.
08/10/2010 às 15:51 |
Realmente prof sua publicação é fantastica, é muito bom saber que existem pessoas com tamanha sensibilidade.
Estou terminando um curso de especialização em Tecnologia em Educação PUC -RJ fase TCC – “USO PEDAGÓGICO DE MÍDIAS NA ESCOLA: PRÁTICAS INOVADORAS” que vem de encontro com sua publicação, gostaria muito que você autorizasse a publicação de trechos em meu TCC e que enviasse para o meu e-mail a referência bibliografica.
Obrigada.
Parabéns.
08/10/2010 às 18:47 |
Olá Lígia,
Você pode utilizar trechos ou mesmo o artigo inteiro conforme descrito na página de copyright (http://professordigital.wordpress.com/copyright/).
Para citar no TCC, use a normatização proposta pela ABNT para citação de sites:
Professor Digital. Uso pedagógico do telefone móvel (Celular). Disponível em: . Acesso em: 08 outubro 2010.
Boa sorte com seu TCC e não se esqueça de me enviar uma cópia quando estiver finalizado.
Abraço,
JC
12/09/2010 às 15:57 |
Estava pesquisando na internet sobre o uso do celular como recurso pedagógico e encontrei seu texto que na íntegra casou-se com o que eu estava procurando. Ele instigou ainda mais a minha busca. Estou trabalhando em um projeto que inclui o celular como ferramenta midiática, que contribui para a aprendizagem. Escolhi o celular por ser um instrumento acessível a maioria dos alunos. Vou pesquisar o uso do celular no contexto da geometria plana com alunos do 8ºano do ensino fundamental. Estou na fase de escrita do projeto e gostaria de fazer referência ao seu texto, se me permitir. Achei-o muito interessante!
Abraço
12/09/2010 às 16:16 |
Olá Railda,
Fique à vontade para citar e utilizar o texto (veja as permissões de copyright). Dê notícias sobre o andamento do seu projeto.
Abraço,
JC
25/08/2010 às 17:26 |
Excelente artigo!
Sou educadora de uma organização não-governamental que trabalha com tecnologias na educação, a CIPÓ – Comunicação Interativa, e estou preparando uma oficina de Vídeo feito em Celular para professores do ensino fundamental. Gostaria muito de trocar idéias a respeito com parceiros!
25/08/2010 às 17:34 |
Olá Ana,
Dê uma olhada nos links no final do artigo e, se quiser trocar figurinhas diretamente comigo, pode escrever para o meu e-mail direto: profjc@gmail.com
Abraço,
JC
11/03/2010 às 11:12 |
Estimados/as “bloggers”,
Permita-nos felicitá-los por este blog e , em geral, pelo uso pedagógico que fazem das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
Nos gostaria de convida-los a participar no Concurso Internacional EducaRede, que pretende facilitar a comunidade educativa novas ferramentas, conhecimentos e métodos de trabalho para assumir as mudanças que as Tecnologias da Informação e Comunicação provocam na nossa sociedade e nas novas gerações de estudantes, assim como nos métodos de ensino e aprendizagem.
Te animamos a visitar nosso site, http://www.educared.org/certameninternacional, onde encontrará muita informação do evento.
Podem participar do Concurso criando blogs, webs e wikis. Também os professores podem participar sozinhos, com Experiências Didáticas relacionadas com o uso das TIC.
O prazo de inscrição finaliza no dia 16 de abril. Se tiver alguma dúvida, entre em contato com o Escritório do Concurso.
Cordialmente,
Escritório do Concurso Internacional EducaRede
Correio eletrônico: certamen@educared.org
Telefono: 902.905.144
+34.981.975.621
08/03/2010 às 15:05 |
muito bom! eu gostei de ver em!nunca imaginei que existia cellares assim é maravilhosa a esperiemcia com celulares de vcs!
10/02/2010 às 13:09 |
Caro mestre JC,
Excelente compilação das tendências de uso pedagógico do celular. Que tal experimentarmos juntos uma nova vertente? A algum tempo venho querendo experimentar o celular como substituto do livro didático, enviando resumos do conteúdo não como SMS, mas sim como aplicativos interativos onde o aluno pode seguir uma sequencia preparada por mim e, ao final, enviar por SMS seu escore na atividade (ou não). Dá até para usar o celular como ferramenta de avaliação.
Mais detalhes, dê uma espiada no meu blog: http://www.seraoextra.blogspot.com
Abraços, e parabéns novamente!
Prof. Suintila
10/02/2010 às 17:28 |
Olá Suintila! Sua experiência com o uso dos celulares é realmente bastante interessante e seu blog é uma boa dica para os professores (visitem, pessoal!). Vamos trocando idéias por e-mail…
09/02/2010 às 08:56 |
Parabéns pela escrita deste texto sobre um tema tão oportuno.
Sou professora em Portugal e desde 2005 que me dedico à investigação sobre o uso de tecnologias móveis em contexto educativo. Ajudar a quebrar os mitos sobre o telemóvel como ferramenta de aprendizagem é o primeiro passo para a sua apropriação e este texto já para isso contribuiu.
Partilho algumas experiências realizadas com os meus alunos usando os seus telemóveis.
http://adelinamouravitae.com.sapo.pt/mobilespainfinal.pdf
http://adelinamouravitae.com.sapo.pt/iadismflickrfinal.pdf
http://adelinamouravitae.com.sapo.pt/gpolegar.pdf
http://adelinamouravitae.com.sapo.pt/encontropodcast.pdf
09/02/2010 às 22:36 |
Olá Adelina,
Excelente a sua contribuição. Com sua permissão vou incorporar os links para seus trabalhos na lista de sugestões de leituras ao final do artigo.
20/01/2010 às 01:45 |
Muito bacana seu texto. Parabéns!1
Além de nos atualizar quanto ao uso eficaz do celular, nos situa históricamente quanto aos avanços tecnológicos deste pequeno aparelho.
Vou indicar esta leitura.
Obrigada!
Marinalva
19/01/2010 às 22:13 |
Texto impressionante, claro e surpreendente. Contribui e muito para clarear a mente teimosa e arrogante de muitos de nossos educadores e
governantes. Meus parabéns ao autor!
Abraços,
17/01/2010 às 15:22 |
Olá José Carlos!
Faz alguns dias que aprendi a enviar fotos de um celular para outro via bluetooth. Achei interessante. Não tem custo$, pois não requer serviços das operadoras. Eu li um texto há uns dois anos atrás que, de passagem, falava sobre a possibilidade de uso pedagógico do bluetooth . Você já utilizou?
Saluti!
15/01/2010 às 20:03 |
Amei o texto! Acabei as atividades letivas do ano passado com um filme elaborado pelos alunos em homenagem à Michael Jackson. Foi o máximo! Me desafiaram a montar o filme em computador depois de filmado com o celular, afinal todo mundo entra numa lan e faz, pra mim ia ser mole, disseram. Virei uma noite aprendendo a converter arquivos, colocar legendas e créditos, trilha sonora, efeitos… O resultado foi um sorriso largo debaixo de uma baita olheira, demais! Escutei professores balbuciando bobagens pelos cantos, mas até eles puderam perceber algo de positivo no pequeno projeto. Estou a elaborar um texto pra justificar outras iniciativas nesse sentido durante o ano escolar, a pedido da direção que viu com entusiasmo o trabalho. Farei referencia ao teu texto. Obrigada! E continuarei assíduamente a te visitar. Abçs.
15/01/2010 às 14:13 |
Parabéns pelas interessantes sugestões de como utilizarmos o celular em nossas atividades pedagógicas, gostaria de dicas para desenvolover projetos de trabalho em geografia usando as Tic’s. Abraços.
14/01/2010 às 22:10 |
Como vai José Carlos?
Sinto uma grande satisfação toda vez que entro em contato com você talvez por me indentificar muito com sua forma de pensar..
Não tenho uma habilidade muito grande com a informática como você tem, mas me refiro as idéias, as formas de pensar educação..
Toda vez que entro no seu blog e leio um texto ou outro percebo que não estou sozinho.
Muitas vezes me pergunto: Será que o que estpu pensando ou fazendo é tão absurdo assim?
Como no texto “O uso de celular na sala de aula”, a fala generalizada dos professores que conheço é que o celular “dos alunos” só traz problemas na sala de aula e ficam batendo na tecla de como vão fazer para proibir ou pelo menos inibir o seu uso.. Seu texto deixa claro e está bem dentro que sempre esperei ouvir de um professor consiente: temos que criar formas de usar a tecnologia a favor de nossas aulas e não ficar perdendo nosso valioso tempo para arrumar formas de inibilas
Parabéns professor pela valorização que sempre percebi dar para a educação e o respeito que vem tratando-a.
14/01/2010 às 12:18 |
Ótimo trabalho, com certeza irá ajudar muita gente.
13/01/2010 às 22:41 |
[...] This post was mentioned on Twitter by Paulo F. Slomp, Paulo F. Slomp, Denise Vilardo, Simao Pedro Marinho, Simao Pedro Marinho and others. Simao Pedro Marinho said: Via @ticseducacao, leio "Uso pedagógico do telefone móvel (celular)".Texto interessante. http://zapt.in/24S [...]
13/01/2010 às 13:44 |
Oi Profe!
bastante didático o teu texto. Obrigada por sintetizar e compartilhar estas ideias.
abraço!
Suzana
13/01/2010 às 13:21 |
Eu gostei muito do artigo, diz muitas coisas que eu nem fazia ideia. Podemos colocar essas coisas que achamos que é certo na prática.
O uso dos celulares é uma coisa que pode ensinar muito os alunos nas escolas (como diz o artigo), pois então vamos utilizar isso como uma ferramenta para o nosso aprendizado e fazer muitas melhoras para nós mesmos.
13/01/2010 às 12:08 |
Muito bom esse texto, de verdade.
Me lembrou quando fazíamos o primeiro curso de especialização a distância do Proinfo, isso por 2001/2 (+ ou -) e num fórum, apresentei a idéia de que o J.M. Moran (naquele momento um dos nossos professores) devia escrever sobre o uso pedagógico do celular. Na época eu disse que com os recursos do celular, a aprendizagem poderia acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar. Não sei se o Moran chegou a ler ou se interessou pela idéia, mas vejo nessa sua postagem exatamente aquilo que gostaria de ter escrito. Parabéns pelo artigo.
Paraônicamente
Franz
13/01/2010 às 10:55 |
Clap clap clap
Texto matador! Assino em baixo em todos os argumentos.
Vou enviar este texto para os gestores da minha escola
by the way Feliz 2010