O mito do aluno digital


Genes digitais?

Genes digitais?

O uso dos computadores e da Internet nas escolas criou uma infinidade de mitos que, em sua maioria, não apenas não correspondem à realidade como também escondem fatos e intenções. Um desses mitos é o de que o aluno é naturalmente um grande conhecedor da tecnologia e que domina os computadores e a Internet, enquanto que os professores, por sua vez, nasceram sem o “gene digital” e, por isso, estão sempre em desvantagem e sentem-se naturalmente inseguros para usar os computadores e a Internet sem que antes tenham múltiplas capacitações e passem a dominar também essas tecnologias. Será mesmo que esse mito se sustenta diante dos fatos?

Em uma pesquisa desenvolvida com 300 alunos do Ensino Médio de uma escola pública, constatei, por exemplo, que 11% dos alunos não possuíam e-mail, 39% possuíam e-mail mas não o utilizavam e apenas 50% deles tinham e utilizavam os seus e-mails. Vale lembrar que 100% dos alunos pesquisados dispunham de computadores e acesso à Internet, quer fosse em suas casas, quer fosse na escola.

Analisando as produções textuais desses alunos é fácil perceber que a grande maioria não sabe como utilizar um editor de textos eletrônico, como o Word ou outro qualquer. Eles sabem digitar, mas não sabem formatar o texto, não conseguem alinhá-lo corretamente, não usam o corretor ortográfico de forma eficaz, têm dificuldades para lidar com imagens inseridas no texto ou simplesmente não sabem como inseri-las, não sabem usar tabelas, etc., etc. Ou seja, são usuários muito pouco proficientes dos editores de texto. E veja que eu não estou falando aqui da qualidade das produções, dos erros de gramática, ortografia, concordância, regência, fuga ao tema, etc., etc.

"Miguxês", nova lingua orkutiana.

“Miguxês”, nova língua orkutiana.

Poderíamos listar uma enormidade de itens que esses alunos não dominam, mas a lista seria tão extensa que é mais fácil listar aquilo que eles sabem realmente fazer. Tomando como base as competências de letramento digital (pesquisar, comunicar-se e publicar na Internet) podemos resumir o conhecimento médio dos alunos pesquisados como se segue:

  1. pesquisar
    1. eles usam o Google como ferramenta quase exclusiva para pesquisa; pesquisam usando uma única palavra de busca ou uma frase muito curta; na maioria das vezes aceitam a primeira indicação feita pelo buscador e retornam como produtos da pesquisa textos inteiros ou trechos muito grandes que copiam e colam diretamente, sem analisá-los, resumi-los ou compreendê-los;
    2. conhecem poucos sites e blogs que contém material didático ou instrucional (geralmente procuram por trabalhos prontos) e a maioria do material que consultam de forma não orientada diz respeito à jogos, humor, violência, sexo e pornografia;
    3. gostam de pesquisar vídeos no YouTube e em outros sites destinados a armazenar esse tipo de mídia, e buscam mais frequentemente vídeos de conteúdo humorístico;
  2. comunicar-se
    1. os alunos usam praticamente apenas dois meios de comunicação na Internet: o Orkut e o MSN; o e-mail é muito pouco usado e menos ainda as listas de discussão e fóruns;
    2. a comunicação se dá quase sempre entre os colegas da turma ou da escola e gira em torno dos interesses próprios da idade e do grupo;
    3. a comunicação representa a maior parte do tempo de uso dos computadores e da Internet;
    4. a linguagem utilizada nas comunicações é a linguagem coloquial, basicamente oral e simplificada por um sistema de códigos e abreviações que se difundiu pela Internet nas salas de bate-papo e posteriomente no MSN e no Orkut;
  3. publicar
    1. um número muito pequeno de alunos possui blogs ou sites pessoais;
    2. os blogs são temáticos (sobre jogos, poesia, esportes ou algum outro tema do interesse do aluno) e alguns têm ainda o formato de “diários pessoais” que deu origem aos blogs quando eles surgiram;
    3. imagens são publicadas preferencialmente no Orkut, são pessoais ou da turma e referem-se ao cotidiano dos alunos;
    4. vídeos procuram retratar o cotidiano e situações que consideram interessantes, embora sejam muitas vezes vídeos toscos, de mau gosto e ofensivos. Dentre os temas dos vídeos destacam-se: violência local (brigas), traquinagens (que eles chamam de “zueira”), situações constrangedoras envolvendo colegas (e professores) no ambiente cotidiano e registros de festas e eventos locais.

Como podemos ver, um número considerável dos alunos são basicamente analfabetos tecnológicos funcionais, isto é, eles conhecem as tecnologias que lhes permitem pesquisar, comunicar-se e publicar, mas não o fazem com proficiência porque não possuem as competências e habilidades necessárias para tal. Além disso, as ferramentas que eles conhecem são extremamente simples e eles as conhecem de forma superficial.

Do outro lado do universo digital temos os professores. Estes possuem as competências e habilidades que lhes permitem pesquisar, comunicar-se e publicar com proficiência, mas não o fazem porque na maioria das vezes não têm conhecimento das ferramentas e meios disponíveis para fazê-lo por meio da tecnologia digital dos computadores e da Internet. Além disso, o conhecimento superficial das ferramentas torna os professores inseguros, ainda que esse conhecimento superficial seja maior do que o dos alunos.

Embora não disponha de dados estatísticos atuais sobre o grau de inclusão digital dos professores, tenho observado que nos últimos cinco anos o número de professores que utilizam computadores e a Internet para si próprios e como ferramenta auxiliar de ensino tem aumentado consideravelmente. Em uma sala com quarenta professores onde há cinco anos tínhamos apenas dois ou três deles que possuíam endereço de e-mail, hoje verificamos que somente dois ou três ainda não possuem um endereço eletrônico.

Tudo isso sinaliza ainda mais intensamente para a necessidade de uma mudança de paradigma por parte do professor que lhe permita ver no aluno uma possibilidade de parceria na aprendizagem sobre o uso da tecnologia e que, paralelamente, lhe permita uma maior atuação sobre a aprendizagem dos alunos usando as oportunidades e ferramentas que lhe aproximam do cotidiano desses alunos.

Alunos podem aprender a fazer pesquisas com maior proficiência se professores puderem lhes ensinar como fazê-las. Mas professores não poderão fazer isso sem que antes, eles mesmos, aprendam a usar as ferramentas tecnológicas disponíveis e que já são utilizadas pelos alunos.

Alunos podem aprender muito sobre comunicação, sobre o uso correto da língua e sobre as diversas outras possibilidades de se comunicarem que vão além da simples troca de mensagens instantâneas e recadinhos do Orkut com seus colegas mais próximos, mas para isso é preciso que professores também saibam se comunicar usando o Orkut e o MSN, que sejam acessíveis pelos alunos e que utilizem esses meios de comunicação com os alunos.

Alunos podem se tornar autores e não apenas usuários de textos, imagens e vídeos. Podem, por exemplo, produzir documentários sobre o “making off” de uma peça teatral na escola, podem criar rádios na Internet, podem criar blogs temáticos sobre assuntos relevantes, podem publicar seus trabalhos originais na rede, enfim, podem contribuir para o crescimento da base de dados da Internet de forma útil e produtiva. Mas para isso é preciso que professores publiquem também, que tenham seus blogs, que participem como autores e inspirem seus alunos; é preciso que professores ajudem seus alunos a dar qualidade ao que eles produzem, que lhes ensinem técnicas, regras e estratégias, enfim, é preciso que os professores estejam inseridos no ambiente de produção de conteúdo para que possam ensinar a produzir conteúdo de qualidade.

Os alunos não participam de capacitações, oficinas e cursos específicos para pesquisar, comunicar-se e publicar na Internet, mas aprendem rapidamente como fazê-los, ainda que o façam sem a qualidade que desejamos. Os professores também podem!

Os alunos não sabem pesquisar, comunicar-se e publicar com proficiência. Os professores já sabem. Os alunos não vão adquirir essas habilidades e competências por si mesmos, mas poderão adquiri-las com a ajuda dos seus professores.

Alunos podem ajudar professores a “lidar com a tecnologia dos computadores e da Internet”, mas precisam de professores que lhes ajudem aprender outras coisas que não se resumam a apenas usar a tecnologia, ou seja, alunos precisam de professores que lhes ajudem a desenvolver suas habilidades e competências para a vida, para o mundo, para si próprios e para que possam usar de forma proficiente as ferramentas de que já dispõem e sabem como operar.

 Referências e sugestões na internet:

  • Digital Natives: Ten Years After – Artigo com boa revisão bibliográfica sobre os “nativos digitais”. [Adicionado como referência nesse artigo em 19/08/2012.]

 

(*) Para citar esse artigo (ABNT, NBR 6023):

ANTONIO, José Carlos. O mito do aluno digital, Professor Digital, SBO, 17 nov. 2008. Disponível em: <https://professordigital.wordpress.com/2008/11/17/o-mito-do-aluno-digital/>. Acesso em: [coloque aqui a data em que você acessou esse artigo, sem o colchetes].

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32 Respostas to “O mito do aluno digital”

  1. evelllinepires Says:

    Republicou isso em TICs na Prática Pedagógica.

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  2. marcos orlando gonçalves Says:

    No que se refere ao mito que diz que o aluno é naturalmentente um grande conhecedor dos computadores e da internet, eu concordo. Nossos professores tirando os que já se aposentaram, uma boa parte ainda é do tempo da datilografia e tem uma parte que nem fez o curso. A outra parte mais nova que nasceu com a tecnologia alguns não dominam ou simplesmente não gostam. Como vão passar os conhecimentos para os alunos?
    Também existe aluno que não gosta. Justiça seja feita. Mas o aluno de hoje tem como travesseiro de berço um computador seja pobre ou seja rico… mais o rico.Ele é hiperativo,curioso e destemido. Curte melhor as tecnologias, chama sua atenção. Como os professores dizem: tem mais tempo, essa é a disculpa. concordo que ele “aluno” não sabe usar melhor a máquina, porque o aluno ele ainda aprende com o aluno. É mais interessante trocar figurinhas pelo ORKUT do que fazer uma pesquisa interessante. As escolas tem laboratório de informática e muitas vezes quem liga o computador é o aluno. Da para acreditar? O professor não sabe. A politica educacional existe e é bela. Falta compromisso. O mau uso da ferramenta não é culpa dos alunos eles estão em constante transformação e precisa ser lapidados. Por isso que eu concordo.

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    • Suintila V. Pedreira Says:

      Desculpe, Marcos, mas discordo de você. Que muitos professores tem aversão aos computadores, todos sabemos, mas que nossos alunos dominam os computadores… desculpe, mas não é bem assim. Sou professor de Física, como o JC, e até agora não encontrei em 22 anos de magistério um único aluno que saiba o que seja o DOS, por exemplo. Nem mesmo os que já se iniciaram com o SO Linux sequer ouviram falar no motor que está por trás do Windows. Pergunte a um aluno o que é um Shell, e diga a eles que o Windows é o Shell do DOS… eles ficarão te olhando como se você estivesse falando o idioma Klingon! Aliás… você sabe falar o Klingon? Brincadeiras a parte, a badalada “geração digital” não passa de uma alegoria. Costumo compará-los a um motorista que, no dia que a sonda lambda é corroída pela mistura combustível excessivamente ácida e passa informações incorretas para a central, eles ficam falando que é preciso levar o carro na oficina para “regular o carburador”!!! Nada a ver!

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  3. Nasidi Sebastiana Alexandrino Says:

    O mito do aluno digital

    Os alunos podem aprender sobre a comunicação digital, usando as normas de sua línguagem padrão desde que o professor também possa lhe ensinar como fazê-las.Mas os professores não poderão fazer isso sem que aprendam a usar as ferramentas tecnológicas que já são utilizadas pelos alunos com eficiência.

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  4. elianerodriguesalves Says:

    É prazeiroso saber que somos detentores de alguns conhecimentos adquiridos com o uso do computador e que nossos alunos não chegaram a esse patamar. Realmente, gostei muito de saber disto.

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  5. Nasidi Sebastiana Alexandrino Says:

    O mito do aluno digital

    Acredita-se que o aluno é naturalmente um grande conhecedor da tecnologia ,dominando o computador e a Internet.Mas analisando as produções textuais desses alunos a maioria não sabe como utilizar um editor de textos eletrônico como o word ou outro qualquer.
    Os alunos podem aprender sobre a comunicação digital, usando as normas de sua línguagem padrão desde que o professor também possa lhe ensinar como fazê-las.Mas os professores não poderão fazer isso sem que aprendam a usar as ferramentas tecnológicas que já são utilizadas pelos alunos com eficiência.

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  6. Regina Helena Assumpção Says:

    O mito do aluno digital

    Realmente, a crença que nós professores temos de que os alunos são verdadeiros gênios da tecnologia é algo que chama a atenção de todos no ambiente escolar. Partindo dessa premissa, os professores que encontram dificuldades no uso das tecnologias, nem se atrevem a tocar em qualquer ferramenta que tenha o nome tecnologia. As TICs tendem a amedrontar os docentes de forma errônea, pois a partir do momento que consigamos entender que trocar informações com os escolares faz parte do aprendizado, perderemos o medo de errar. Aí é só partir para o abraço tecnológico.

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  7. EDMIR GOMES DA SILVA Says:

    Concordo com suas reflexões e comentários. O texto mito do aluno digital procura reunir pontos relevantes a respeito da linguagem dos nossos alunos que aparecem no mundo virtual.
    Acho que a Internet é de grande ajuda para nossos alunos, porém muitos não estão usando de maneira adequada. Por isso muitos professores ainda não estão confiantes com essa tecnologia.

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  8. Maria das Graças Disse: Says:

    Concordo com a fala do professor, no tocante,as competências e habilidades dos professores, mas que infelizmente esbarram na insegurança, por não dominar esta nova tecnologia. Percebo porém, o esforço de muitos colegas para inovar e se tornar um professor digital.

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  9. Angélica Silva Says:

    Professores e alunos devem interagir ao trabalhar com as tecnologias atuais. A internet é uma excelente fonte de pesquisa que pode ser utilizada durante as aulas e enriquecer o conteúdo trabalhado.

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  10. Sirlei Teresinha Dalla Costa Says:

    O texto é extremamente interessante e leva a uma reflexão sobre dois lados de um mesmo tema. Realmente, a maioria dos professores se acha complemente inseguro e deslocado quando se trata de de lidar com as ferramentas tecnológicas e internet. Por outro lado, costumam ver os alunos como grande entendedores nessa categoria. Portanto, o referido texto nos leva a refletir que a realidade não é bem assim e que é necessário construir uma vida de mão dupla onde os professores possam ensinar os caminhos da pesquisa, relatos, produções de textos, buscas de imagens para serem trabalhadas com qualidade pelos alunos. Por outro lado, os professores podem aprender a lidar com essas ferramentas que tanto receiam com os próprios alunos. Enfim, é necessário construir um caminho juntos, onde cada um possa contribuir para que o processo de ensino aprendizagem ocorra de forma leve e que possa trazer bons frutos a todos.

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  11. Rosemari Santos Says:

    Os alunos também não sabem usar os tradutores de texto. Geralmente eles colocam o texto no tradutor e copiam a resposta sem ao menos verificar se há algum erro de concordância ou até mesmo de vocabulário.

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  12. Regina Correia Says:

    Realmente a troca de conhecimento é fundamental e as ferramentas e oportunidades estão a nossa frente para essa mudança. O mundo em que estamos inseridos exige tal mudança e a escola como ambiente que proporciona o conhecimento precisa acompanhar as evolucões tecnoçógicas e se tornar mais significativa aos nossos alunos e nós professores fazer uso dessas ferramentas. A história da educação já começou a mudar!

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  13. Solange Scomasson Says:

    Uma boa parte dos nossos alunos já tem acesso ao computador, às tecnologias e também mostram que dominam a maioria delas. Acho que a internet é de grande ajuda para alguns de nossos alunos, uma vez que acabam por fazer seus trabalhos na própria escola, e assim acabam por adquirir mais conhecimento. A maioria de nossos professores nao se sentem totalmente seguros em utilizá-las, mas creio que devemos quebrar essa barreira e assim procurar fazer mais uso dessas tecnologias para produzir um bom trabalho.

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  14. Rubia Daniele Says:

    Acredito que devemos ser educomunicadores e mediar a relação dos educando com os meios de comunicação.

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  15. Cristiane machado Says:

    O texto “O mito do aluno digital” é motivador para os educadores, pois revela uma realidade que não nos damos conta, nós educadores criamos mais oportunidades de aprendizagem com o uso da internet do que nossos alunos .Hoje eles ficam um bom tempo no msn e no orkut apenas com seus amigos, mas seus interesses na internet não passam disso, sem procurar informações ou conhecimentos.

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  16. Daniela Says:

    concordo com suas constatações e reflexões. Percebo estas situações na escola. Para que o professor possa, de fato, orientar seus alunos no bom uso dos recursos informacionais é preciso que ele também os conheça e utilize em sua vida diária. Infelizmente ainda é um pequeno número de professores que já percebeu esta realidade. Mas vamos seguindo , mostrando aos colegas que o letramento digital se faz necessário em todos os níveis.

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  17. Antonia Lucelia Santos Mariano Says:

    Caro Prof. José Carlos, sou prof. multiplicadora de NTE e estamos planejando encontro pedagógico com os professores de laboratórios de informática da nossa regional e na nossa pauta iremos discutir as possibilidades pedagógicas da internet no processo de ensino-aprendizagem e já está escolhido o texto: O mito do aluno digital – queremos iniciar o ano letivo refletindo sobre a linguagem tecnológica usada pelos jovens para sua comunicação. O texto, reuniu vários pontos inerentes as nossas discussões a respeito dos tipos de linguagens que ocorrem no mundo virtual. No final da discussão faremos uma percepção de como o txt irá contribuir na formação digital dos professores e alunos. Valeu! Obrigada por reunir as suas e idéia e disponibilizar na rede.

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  18. Maura Luzia da Silva Says:

    Olá professor, José Carlos, este texto “O mito do aluno digital.” Ajudou muito no meu trabalho pois preocupo muito com meus professores sempre com essas falas “meu aluno sabe mais que eu sobre tecnologias” “sobre o uso do computador”. sinceramente não gosto de ouvir este tipo de comentários, pois onde fica o professor ou melhor o papel do professor, com os laboratórios de informática dentro da escola será extinto????? É por isso que este texto ajudou muito na reflexão neste sentido, quanto ao uso de ORKUT E MSN também foi ótimo pois nossa gestora esta exigindo que o técnico do NTE de nossa região venha aqui bloquear o orkut e msn e sites pornô. site pornô tudo bem, se é que isto é possivel, mais orkut e msn eu enquanto dinamizadora de lab. de informática não concordo, porquê não ensinar a usar estas e outras feramentas corretamentes? E ainda acredito que, o proibido é muito mais desejado pelos “humanos”,não vou culpar ou discriminar fases humanas

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  19. Luzia Says:

    Achei interessante a matéria e como professora to tentando ficar junto com a tecnologia,mas confesso que num é muito fácil ficar correndo atrás, pois a idade não ajuda muito, as responsabilidades familiares também.

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  20. Ana Maria Says:

    Gostei muito da defesa da nossa classe! falo defesa porque generalizam falando que o aluno está bem à frente do professor com os computadores e principalmente com a Internet. Sabemos que o nosso aluno passa horas em Lan-house visitando orkut, blog e flogão, quando não está em sites de jogo, mas não conhecem sites ricos em leituras e quadrinhos que deveriam ser o alge para abrir a mente desses jovens, quando deveriam ser os maiores defensores da natureza, da escola pública de qualidade e da solidariedade. Parabéns professor pela matéria!

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  21. José Edson Vilarim Says:

    Gostei da matéria,ela é atual e necessária à discussão na escola,o professor precisa ganhar mais esta luta,que é vencer o mêdo e superar este mito,estudando mais,ousando na utilização mais pertinente no uso
    das novas tecnologias.Parabéns.

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  22. Amélia rosana da Costa Says:

    Como professora, percebo que os alunos, quando precisam fazer um atividade escolar, agem exatamente da maneira que está descrita no texto ” O mito do aluno digital”.
    Quando fazem pesquisa, eles nem leem o que escrevem, sequer passam por um editor de texto, entregam seus trabalhos tal e qual baixaram. Algumas frases ficam sem final, e se você por acaso questiona, eles dizem que no site estava escrito assim. É um absurdo. Por isso, alguns professores pedem para que escrevam a mão o trabalho ( o que é até meio tosco, convenhamos!) Nós ,educadores, temos que perder o medo da internet e por mãos à obra se quisermos que nossos alunos aprendam a usar a rede também para estudar e não apenas para zoar e exibir fotos de suas baladinhas e cotidiano escolar!!!
    Concordam?

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  23. Almerinda Garibaldi Says:

    Prezado professor José Atonio,
    Seu texto renovou minhas esperanças de que ainda há tempo de envolver professores no chamado letramento digital. O tripé citado: “pesquisar, comunicar e publicar” nos leva a pensar até que ponto conseguimos fazer o que nosso aluno ainda faz “toscamente”. Seu texto oferece essa orientação do que é fundamental para nós (professores) e para os alunos. Ao nos orientarmos nesse sentido, tudo ficará mais fácil. Particularmente, já tenho um pouco de história com formação de professores para o trabalho com projetos de aprendizagem em rede, mas encontro ainda muitas dificuldades e o mito que você retrata colabora com elas. Muitas vezes o professor não sabe que os alunos carecem de ensinamentos básicos como sugerido pelo seu tripé.
    Parabéns pelo texto e obrigada pelas orientações.

    Almerinda Garibaldi
    Secretaria de Educação do Distrito Federal
    iEARN-Brasil (www.iearn.org)

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  24. Fábio Galvão Says:

    Olá professor

    Já havia enviado uma mensagem para o professor Luis Dhein e como não obtive retorno resolvi escrever para o senhor mesmo.
    Meu nome é Fábio Galvão. Sou jornalista e editor do portal http://www.cgceducacao.com.br, segmentado em jornalismo de educação. Também faço parte dos blogs-educativos e gostei muito do seu artigo. Posso publicar o artigo no meu site? Só preciso de um breve currículo seu.

    Fico aguardando

    Um abraço
    Fábio Galvão
    http://www.cgcedcucacao.com.br

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  25. Conceição Rosa Says:

    Na mosca! Pelo menos do meu ponto de vista:
    “Alunos podem aprender a fazer pesquisas mais proficientes se os professores puderem lhes ensinar como fazê-las”.
    Todo o potencial de aprendizado na rede, nesta tão festejada “sociedade do conhecimento”, será somente uma utopia se diante dela estiver apenas um analfabeto tecnológico funcional. Por isso, sua análise é tão pertinente quanto às possibilidades e necessidades na atuação dos professoresda rede pública. (Há parâmetros comparativos com escolas particulares?)
    Parabéns pela pesquisa…

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  26. João Luís A. Machado Says:

    Olá professor. Parabéns pelo ótimo texto. Sou editor do Planeta Educação [www.planetaeducacao.com.br] e gostaria de saber se você não teria interesse em disponibilizá-lo em nossa página, na coluna “A Voz do Professor”, com os créditos de autoria e a visibilidade de nosso portal. Convido-o também a conhecer meu blog, o Escolhendo a Pílula Vermelha [http://escolhendoapilulavermelha.blogspot.com]. Abraço. João Luís

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  27. gladislsantos Says:

    Prof. José Carlos,

    Compartilho de suas constatações e reflexões. Percebo estas situações na escola. Para que o professor possa, de fato, orientar seus alunos no bom uso dos recursos informacionais é preciso que ele também os conheça e utilize em sua vida diária. Infelizmente ainda é um pequeno número de professores que já percebeu esta realidade. Mas vamos seguindo me frente, mostrando aos colegas que o letramento digital se faz necessário em todos os níveis.

    Grande abraço
    Gládis

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  28. helioneth Says:

    Adorei o texto, realmente hoje as novas tecnologias estão presentes em nosso dia a dia.Como professora sinto que nossos alunos estão cada vez mais envolvidos por essa nova realidade na qual estão inseridos, por isso acredito que deva haver sim essa troca de conhecimentos entre professor e aluno, para que nossos alunos possam adquirir habilidades e competencîas através de um trabalho em conjunto.

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  29. claudia maria pereira peixoto rodrigues Says:

    professor, para mim educadora foi muito importante ler este texto, pois ele nos motiva a buscar o caminho certo para lidar com a tecnologia digital,perder o medo e formar parceria com os educandos.

    PARABENS!!!

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  30. rafaela f marchioro Says:

    Realmente a juventude so se comunica pelo orkut ou msn,mas nao é por falta de informaçao ou ignorancia,é pelo fato de estarem sempre nesses site e por ser facil e pratico de se comunicar,a maioria das crianças possuem orkut e msn uma coisa natural mesmo nao sendo permitida por serem menores de idade.Acho que a internet na escola é muito importante porque tem varias crianças que crianças que so fazem trabalhos da internet na escola,por tanto o aprendizado dessas crianças dezabrocham bem sedo em relaçao a internet,conhecendo bem sedo como se utiliza.
    realmente aprndemos a mecher mais rapidamente o orkut e msn do que o word,excel.

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  31. Dea Says:

    Perfeito, professor! Não há o que comentar a não ser lhe dar os parabéns pelo excelente texto! Parabéns, mais uma vez!

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