Pesquisa escolar na Internet: Ctrl+C & Ctrl+V versus Cópia Manuscrita


Classe tradicional

Enquanto as redes se desenvolvem com computação quântica e teoria do Caos, a escola insiste em querer manter uma ordem que nunca existiu.

Este é mais um relato de case sobre como práticas obsoletas tendem a resistir em ambientes onde os novos paradigmas de aprendizagem introduzidos pelo uso das TICs não são bem compreendidos pelos educadores e sobre como e porque isso deve ser mudado.

A situação em questão deu-se na escola do meu filho, que agora cursa a quarta série de nove anos (antiga terceira série). A escola é uma escola particular de uma cidade média do interior paulista que atende a um público das classes C e D (classe média e média baixa) e todas as séries, do Maternal ao Ensino Médio, incluindo alguns Cursos Técnicos. É uma escola grande e tradicional, porém bem cuidada e com uma boa qualidade de ensino comparada à média das escolas paulistas.

Embora a escola seja tradicional e não tenha nenhum enfoque significativo no uso pedagógico das TICs, como muitas outras, ela oferece algumas “aulas na sala de informática”, mas são raros os professores que utilizam as TICs de forma significativa em suas práticas ou com seus alunos e a escola não oferece suporte para esse uso em sala de aula. Assim, o perfil pedagógico dos professores e de suas aulas é o perfil tradicional de uso da lousa e do giz como suas principais ferramentas tecnológicas.

Este case trata da forma truncada e superficial como a pesquisa na Internet é vista pelo corpo docente (e pela escola) e sobre como é possível propor mudanças nessas concepções a fim de se mudarem também algumas práticas pedagógicas que visem promover uma melhor adequação da escola à realidade do aluno atual.

Papiro antigo.

Papiro antigo. Podemos copiá-lo na íntegra sem que, no entanto, saibamos o significado de nenhuma de suas palavras.

Resumidamente, o problema discutido aqui pode ser descrito como se segue: “A professora da quarta série de nove anos, em reunião de início de ano, anuncia que durante o ano serão solicitadas algumas pesquisas aos alunos e que estes devem devolver suas produções em papel, com textos copiados à mão”. A justificativa para tal proposta é que “os alunos tendem a copiar e colar integralmente os textos que encontram na Internet”.

Embora essa metodologia possa parecer que faça algum sentido e sua justificativa pareça ser “bem intencionada”, e assim foi compreendida pela quase totalidade dos pais presentes à reunião, veremos a seguir que esse tipo de atividade de pesquisa escolar, onde se usa a Internet como uma das fontes de informação, não condiz com a metodologia proposta (cópia à mão e apresentação em papel) e que, essa metodologia de cópias à mão não apenas é obsoleta como também é sensivelmente prejudicial à aprendizagem dos alunos.

O problema da pesquisa escolar na Internet

Já dispomos de milhares de publicações, livros, artigos e papers tratando do uso da Internet como ferramenta de pesquisa e é um consenso entre educadores que utilizam as TICs que a Internet é, sem dúvida, a maior fonte de pesquisa disponível de forma acessível aos alunos. Portanto, não pretendo focar aqui na utilidade da Internet como fonte de pesquisa, o que estou dando como fato concreto, e sim nas mudanças do percurso de aprendizagem dos alunos ao utilizarem a Internet como meio de obtenção de informações e na necessidade de compreender essas mudanças para ensinar melhor e permitir que o aluno aprenda mais.

Toda pesquisa é, em sua essência, uma coleta de informações a partir das quais se podem produzir resultados variados, que vão desde o uso imediato da informação coletada até a produção de novas informações e novos conhecimentos a partir da análise, desconstrução e reconstrução dos conhecimentos obtidos com a pesquisa.

A pesquisa escolar, quando voltada aos alunos do Ensino Básico e, em especial, aos alunos do Ensino Fundamental, visa objetivos bastante amplos, dos quais, para efeitos ilustrativos, relaciono apenas dez objetivos gerais e mais cinco relativos ao uso das TICs:

  1. desenvolver atitudes autônomas de busca de informações;
  2. desenvolver a habilidade de usar diferentes meios de pesquisa (livros, revistas, entrevistas, experimentações, Internet, CDROMs e muitas outras fontes);
  3. desenvolver a habilidade de leitura e interpretação de textos;
  4. expandir o universo textual do aluno, colocando-o diante de diferentes formas de linguagem (textos com diversas formas de linguagem, figuras, gráficos, ilustrações, imagens, filmes, etc.);
  5. desenvolver a capacidade de análise e síntese das informações (respeitado o nível de desenvolvimento cognitivo da série e faixa etária do aluno);
  6. desenvolver habilidades artísticas relativas à apresentação gráfica dos trabalhos de pesquisa produzidos, fazendo-se uso de imagens e ilustrações diversas, bem como de programas e instrumentos de produção artística;
  7. desenvolver a habilidade de escrita, reescrita e produção textual;
  8. desenvolver habilidades de comunicação ao apresentar os resultados da pesquisa;
  9. desenvolver habilidades de trabalho colaborativo (pesquisando-se em grupos e contando com apoio de adultos);
  10. trabalhar questões de ética e cidadania relativas à propriedade intelectual;
  11. desenvolver habilidades no uso das TICs (computadores, Internet, gravadores, filmadoras e outras tecnologias de pesquisa, armazenamento de informações, tratamento de textos e imagens, etc.);
  12. desenvolver habilidades de pesquisa usando-se bancos de dados não classificados (uso da Internet);
  13. desenvolver habilidades de comunicação digital (produzir textos, apresentações, filmes e outros materiais em mídias digitais, trocar informações e colaborar por meios digitais);
  14. desenvolver habilidades de publicação digital (publicar em blogs, comunidades, galerias de imagens, etc.);
  15. desenvolver habilidades de integração de diferentes mídias (uso de multimídia: texto,som e imagem).
Google

Os "buscadores" são parte de uma revolução gigantesca na forma de se acessar informações dispersas por todo o planeta.

Embora o universo de aprendizagens relativo à pesquisa escolar seja imenso, poucos são os professores que têm consciência da maioria dessas possibilidades de aprendizagem e, portanto, poucos planejam pesquisas voltadas a essas aprendizagens – principalmente as cinco últimas listadas, que dizem respeito ao uso das TICs. O resultado que normalmente se vê, e se critica, são trabalhos de pesquisa que consistem basicamente nos processos de Ctrl+C & Ctrl+V, ou seja, na cópia e cola de textos ou excertos de documentos e imagens que depois são impressos e entregues ao professor.

Vendo-se diante do problema de receber trabalhos de pesquisa que são meras cópias, muitos professores tentam impedir que o aluno faça uso do computador e da Internet e, nessa tentativa, solicitam que os alunos lhes entreguem os trabalhos “escritos à mão”, como se “escrever à mão” fosse alguma espécie de garantia de que o aluno fez o trabalho ao invés de apenas copiá-lo. Argumentam também que, tendo que copiar à mão, o aluno é obrigado a ler o texto que está copiando. Esquecem-se, esses professores, de que “copiar à mão” é tão somente uma forma rudimentar de cópia e que todos nós podemos copiar textos escritos em línguas que não compreendemos sem cometer nenhum erro gramatical e sem compreender absolutamente nada do que estamos copiando.

As origens do problema

Monges copistas

Monges copistas (Gravura do século XIII). Sugestão de filme sobre o tema: "O nome da Rosa".

Com o advento das tecnologias digitais, e principalmente da Internet, as queixas sobre pesquisas escolares copiadas na íntegra parecem ter aumentado muito e a facilidade com que se pode copiar textos integral ou parcialmente dá-nos a idéia de que a Internet criou uma cultura de copiar e colar que até então não existia. Mas isso não é verdade. A reprodução de textos na íntegra ou de excertos reorganizados em um novo texto é uma prática que remonta o advento da escrita.

Os alunos sempre copiaram textos nas pesquisas escolares e os trabalhos que eram antes entregues com cópias à mão não possuíam um conteúdo melhor do que os que são hoje copiados eletronicamente. Na verdade os trabalhos copiados eletronicamente são bem mais ricos em informações e conteúdos do que os de “antigamente” porque a mídia digital permite agregar mais textos e imagens com um custo de elaboração muito menor.

A única diferença entre os trabalhos copiados antes da era da Internet e os trabalhos copiados agora está no pressuposto altamente questionável de que ao fazer uma cópia “à mão” o aluno aprende aquilo que copia. Esse pressuposto é questionável porque a prática da cópia manuscrita não implica em aprendizagem do conteúdo que se copia e a leitura empregada em uma atividade de cópia não tem o caráter de busca de compreensão do texto copiado.

Pesquisas escolares apresentadas como simples cópias de textos, sejam eles obtidos na Internet ou em algum livro da biblioteca escolar, originam-se de uma série de fatores que estão diretamente ligados à atuação do professor. Dentre eles cito alguns:

  1. Falta de planejamento pedagógico do professor. Como em qualquer atividade pedagógica, é preciso ter claros os objetivos, recursos, métodos, formas de avaliação e redirecionamentos futuros. Pesquisas precisam ser “planejadas como projetos” e não apenas “solicitadas como atividades”;
  2. Falta de clareza na proposta de pesquisa e falta de orientação adequada aos alunos sobre os procedimentos envolvidos em uma pesquisa escolar de forma geral. Os alunos precisam ter claros os procedimentos que terão de empregar para executar a pesquisa. Isso equivale a produzir e distribuir inicialmente aos alunos um rubrica de avaliação do trabalho de pesquisa solicitado a eles;
  3. Forma pobre com que a pesquisa é proposta, geralmente como uma “coleta genérica de dados”. Trabalhos de pesquisa são bem mais interessantes quando propostos como “caça ao tesouro”, “webquest”, “desafios” e “problemas abertos” que demandem a pesquisa proposta como ferramenta de resolução e não como produção final;
  4. Falta de disposição do professor para analisar as produções de maneira crítica e construtiva, resumindo-se apenas ao trabalho de “coletar e classificar a pesquisa”. Se, por um lado o aluno usa do artifício de copiar e colar, por outro, muitos professores apenas “pesam o trabalho” e o avaliam pelo número de páginas ou pela apresentação visual, sem realmente analisarem a pesquisa em si, o roteiro de produção do aluno e, principalmente, a efetividade da aprendizagem decorrente da pesquisa;
  5. Abandono intelectual do aluno durante o processo de pesquisa. Para muitos professores o aluno deve ser capaz de fazer, de uma única vez e sem apoio do professor, uma pesquisa que retorne exatamente o que o professor deseja e da forma como ele gostaria que a pesquisa fosse feita. Uma pesquisa escolar é um processo que precisa ser assistido, apoiado e redirecionado enquanto ocorre e não apenas avaliado depois de finalizado.

Portanto, a origem do problema da metodologia de copiar e colar empregada pelos alunos não está em uma “falha de caráter dos alunos”, na sua “preguiça de ler e resumir” ou na “facilidade com que se pode copiar e colar textos inteiros ou excertos e imagens da Internet”, mas sim na incapacidade do professor de propor, apoiar, acompanhar e participar com o aluno de pesquisas onde a cópia pura e simples não atenda aos requisitos previamente definidos na tarefa.

Se o professor quiser ensinar ao seu aluno sobre energia solar e seu uso e, para tanto, pedir ao aluno que simplesmente “faça uma pesquisa sobre energia solar”, ele retornará com uma grande pilha de papéis que podem não ter nenhuma relação com a informação que se gostaria que ele tivesse acessado e compreendido, mas que certamente terão alguma vaga relação com o tema “energia solar e seus usos”. Mas se o professor propor ao aluno que construa um “fogão solar” ele certamente fará pesquisas sobre energia, energia solar, fogões, usos da energia, etc., e, possivelmente, terá que conversar com outras pessoas, solicitar mais ajuda, coletar dados, resumir, ler e compreender, obter recursos, criar um protótipo e ser capaz de apresentá-lo, explicando seu uso e a relação entre a energia solar e o aparato tecnológico propriamente dito. Para isso tudo ele consultará a Internet e talvez copie e cole muitas coisas, mas ao final ele não retornará simplesmente com uma pilha de papéis cujo conteúdo ele mesmo desconhece.

Observe que no exemplo acima a pesquisa é tratada como um “processo” e não como um fim em si mesma.

Os novos percursos de aprendizagem com o uso das TICs

A solução proposta pela professora do meu filho, que consistia em “exigir que o aluno copiasse sua pesquisa à mão” é uma das muitas soluções que nada solucionam e sobre as quais pouco se reflete. Além dessa, também há outras soluções igualmente esdrúxulas, como fazer uma prova para comprovar que o aluno aprendeu (que leva o aluno ao duplo fracasso se ele fracassou na pesquisa) ou apresentar trabalhos de pesquisa individuais e “diferentes” dos trabalhos dos colegas que pesquisaram a mesma coisa (que se baseia no pressuposto errado de que todas as pesquisas sobre um mesmo tema devem resultar diferentes).

Para entender porque a solução proposta pela professora do meu filho é uma péssima solução é preciso entender o processo pelo qual meu filho, e o aluno da atual geração digital, faz uma pesquisa escolar usando as tecnologias digitais e a Internet. Vou tentar exemplificar esse processo a partir de um exemplo real ocorrido no ano passado, quando sua professora de inglês solicitou que fosse feita uma pesquisa sobre os lugares pitorescos de New York. Para fazer essa pesquisa foram seguidos os passos abaixo (que eu acompanhei pessoalmente durante todo o processo):

1 – Compreender o que significa “lugar pitoresco” e saber identificar um deles quando o encontrar. Para isso meu filho usou um dicionário e a Internet e descobriu que se tratava dos “pontos turísticos” de New York. O dicionário lhe deu o significado da palavra e a busca na Internet lhe mostrou alguns exemplos desses lugares. Usar dicionários (impressos ou digitais) e mecanismos de busca na Internet para obter o significado das palavras e exemplos de sua ocorrência é parte natural do “método de aprendizagem da geração atual”;

2 – Criar um documento de edição de texto (ou apresentação de slides) em branco, onde serão copiados os textos, excertos, imagens e outros dados obtidos na Internet. O uso de editores de texto (como o Word ou o editor do OpenOffice) para armazenar, organizar e editar as informações obtidas, para que depois se possa formatar o trabalho final digitalmente, é um recurso imprescindível hoje em dia e substitui com inúmeras vantagens o procedimento de fotocopiar, ou copiar à mão, todo o material;

3 – Pesquisar em diversas fontes as informações desejadas. Meu filho pesquisou em vários sites e páginas da Internet, buscou imagens e até mesmo vídeos. Além disso ele também pesquisou em enciclopédias e revistas impressas. As informações digitais consideradas “úteis” foram recortadas, copiadas e coladas no documento de edição de texto. As informações encontradas em impressos serviram de apoio para busca de informações digitais correspondestes. O uso de informações digitalizadas, em detrimento daquelas impressas em papel, deve-se a maior facilidade de manipular informações digitais nos dias de hoje.

4 – Selecionar e organizar as informações encontradas. Muitas informações encontradas são redundantes, algumas fontes são mais completas, algumas imagens são mais atraentes, etc. Toda a informação encontrada foi pré-selecionada e organizada por critérios de classificação que demandam comparações e análises. O uso de um documento eletrônico de texto permite inserir, organizar, excluir e modificar textos, figuras e layouts com uma facilidade que somente essa mídia permite.

5 – Editar, formatar e criar uma versão publicável do documento de resumo da pesquisa. Como a professora do ano passado solicitou que o trabalho fosse apresentado em uma “cartolina”, a formatação do documento de resumo da pesquisa procurou criar páginas que pudessem ser impressas e então coladas na cartolina. Documentos eletrônicos não deveriam ser impressos, salvo raras exceções, e deveriam ser apresentados com projetores multimídia, lousas digitais ou mesmo na Internet para acesso a partir da rede.

É evidente que meu filho, então com oito anos de idade, não tem ainda autonomia e habilidades para executar sozinho todos esses passos, e principalmente as etapas que envolvem análise, reescrita no padrão formal da língua e formatação final do documento. É nesse ponto que eu, como pai, interfiro procurando ajudar no desenvolvimento dessas habilidades. No entanto essa não deveria ser uma função apenas minha, mas sim da escola! É à escola que cabe preparar os alunos para o uso dos recursos tecnológicos de que eles dispõem na sociedade e que podem auxiliá-lo na realização de tarefas como essa. Em nenhum outro lugar fora da escola se pede às pessoas que façam um trabalho de pesquisa e o apresente em uma cartolina!

Geração Digital

A geração digital lida com naturalidade com o hipertexto e as TICs.

Os alunos da geração digital, como o meu filho, não percorrem os mesmo caminhos de aprendizagem que seus professores percorreram. Não há sentido ou propósito pedagógico em pedir a eles que copiem à mão um texto que podem copiar teclando Ctrl+C e Ctrl+V. Eles não fazem essas cópias digitais por preguiça, e sim porque são inteligentes e é uma grande burrice desperdiçar minutos preciosos da vida copiando à mão aquilo que se pode copiar em pouco segundos apertando-se umas poucas teclas.

Por outro lado, apesar dos aparatos e facilidades tecnológicas atuais, as aprendizagens realmente relevantes continuam sendo as mesmas de antes da era digital, apenas acrescida agora de outras aprendizagens que permitem o uso proficiente das novas tecnologias. Solicitar aos alunos que façam trabalhos de pesquisas copiados à mão não supre as necessidades de aprendizagem que já existiam antes e impedem as novas aprendizagens sendo, portanto, um duplo erro.

O resultado final da pesquisa feita pelo meu filho no ano passado, e que estou tomando como exemplo aqui, foi a produção de uma folha de cartolina que deveria então ser fixada na parede da classe. Poderia ter sido bem melhor se o resultado final fosse “mostrado em um filme” ou em uma apresentação de slides multimídia, mas mesmo sem se chegar a esse nível de exigência de uso das TICs, as aprendizagens relevantes ocorreram de forma bastante significativa. Percebi que depois dessa pesquisa a capacidade de busca de informações na Internet e de lidar com diversas informações conflitantes, redundantes ou irrelevantes melhorou bastante.

Mudando paradigmas

No caso atual o desfecho foi bastante positivo. Logo após a reunião com a professora, que pareceu não compreender muito bem que sua atitude é anti-pedagógica e prejudicial aos alunos, reuni-me com a coordenação da escola e, depois de expor os argumentos que exponho nesse artigo, a coordenação decidiu reorientar o corpo docente com relação ao uso das TICs na escola. Porém, se não fosse pela minha intervenção e pela decisão da coordenação da escola de promover o uso pedagógico das TICs, a situação seria bem diferente.

Cartoon Google

Muitos professores sentem-se em "crise existencial" diante das TICs. É preciso se inserir na nova realidade para não se sentir um "excluído do mundo".

Um número muito grande de professores desconhece os novos paradigmas de aprendizagem baseados no uso das novas tecnologias digitais e ignoram o fato de que a aprendizagem dos seus alunos não se dá apenas dentro do ambiente de sala de aula. A professora do meu filho nesse ano é uma moça ainda bem nova e só tem cinco anos de experiência no magistério, o que a colocaria dentro de um universo de professores que já vem fazendo uso das novas tecnologias em sua própria aprendizagem. Porém, fazer uso das novas tecnologias não é garantia, por si só, da compreensão correta do seu potencial pedagógico. Mesmo professores que já são eles mesmos da era digital se vêm ainda presos a práticas antiquadas e a paradigmas e mitos que vem sendo reproduzidos geração após geração de novos professores.

O papel da gestão escolar nesse momento de mudança de paradigmas é fundamental, pois é a ela e, em especial, à coordenação pedagógica, que cabe a responsabilidade pelo aperfeiçoamento do corpo docente, a disponibilização de recursos e, principalmente, a orientação pedagógica adequada para o uso proficiente não apenas das novas tecnologias, mas também das novas metodologias de ensino e aprendizagem.

Investir pesadamente nessa mudança de paradigmas é papel de todos nós. Ao discutir isso com a coordenação pedagógica da escola do meu filho eu desempenhei vários papéis, inclusive o meu papel de educador que não se extingue quando saio da minha própria sala de aula. Mas meu papel como pai e cidadão, que exige uma escola adequada às necessidades dos alunos atuais, talvez tenha sido o mais importante para a conclusão desse case.

Educadores, formadores de opinião, gestores de políticas públicas e todos os cidadãos precisam se empenhar em exigir das escolas práticas pedagógicas e metodologias mais afinadas com os tempos atuais. Não podemos permitir que a escola continue sendo uma instituição à parte da sociedade, como se fosse uma espécie de dinossauro não extinto vivendo em um mundo perdido e distante da realidade. As TICs não são apenas uma opção a mais na Educação, elas são parte de uma realidade onde todos nós, inclusive a escola, estamos inseridos. Não se pode ignorá-las e, sobretudo, não se pode dar continuidade a práticas pedagógicas que dificultem a apropriação do uso dessas TICs pelos alunos. Por isso é preciso investir pesadamente na capacitação dos professores que ainda não compreendem esses novos paradigmas. A própria escola precisa refletir e aprender se quiser produzir alunos reflexivos e capazes de aprender a aprenderem de forma autônoma.

Sugestões de leituras na Internet:

  1. As Novas Tecnologias da Informação e Comunicação e a Pesquisa Escolar: O artigo aborda a pesquisa baseada em fontes pessoais, bibliográficas e eletrônicas e as formas de procedimentos dos alunos para a realização do trabalho.
  2. A Pesquisa Escolar em Tempos de Internet: A problemática da pesquisa da e para a escola. As autoras buscam compreender, através do discurso de adolescentes entrevistados, a construção/produção da pesquisa escolar na Internet, buscando a sua funcionalidade no contexto do ensino e o seu papel na constituição do sujeito leitor-escritor. Com suporte na teoria enunciativa da linguagem de Bakhtin, elas procuram analisar a questão da autoria da pesquisa escolar, focalizando-a em sua dimensão textual/discursiva.
  3. A Internet na pesquisa escolar: um panorama do uso da web por alunos do ensino fundamental: Estudo de pesquisadores da UFMG que tem como objetivo verificar o uso da internet por alunos do ensino fundamental, com ênfase nos seus trabalhos escolares.
  4. Mudanças geradas pela Internet no cotidiano escolar: as reações dos professores: Análise de 20 entrevistas realizadas com professores do ensino Fundamental e Médio de escolas particulares do Rio de Janeiro. Respostas, reações, comentários e atitudes indicam que tais mudanças os têm atingido profundamente e feito enfrentar dolorosos conflitos internos.
  5. A Internet como ambiente de pesquisa na escola: Último capítulo do livro “novas tecnologias na educaçao: reflexoes sobre a pratica” de Luis Paulo Leopoldo Mercado, disponível para leitura no Google Livros.
  6. Oficina de Pesquisa na Internet: Uma oficina de formação de professores desenvolvida pela equipe do Educarede visando capacitar professores para o uso da Internet como fonte de pesquisa e, assim, possibilitar que esses professores capacitem seus próprios alunos para o uso proficiente da Internet como meio de pesquisa.
  7. Dez conselhos para evitar o “copiar e colar”: Apresentação de slides disponibilizada no blog Informática Educacional e Meio Ambiente da professora Miriam Salles (que fez a tradução da apresentação para o português).

 

(*) Para citar esse artigo (ABNT, NBR 6023):

ANTONIO, José Carlos. Pesquisa escolar na Internet: Ctrl+C & Ctrl+V versus Cópia Manuscrita, Professor Digital, SBO, 31 jan. 2010. Disponível em: <http://professordigital.wordpress.com/2010/01/31/pesquisa-escolar-na-internet-ctrlc-ctrlv-versus-copia-manuscrita/&gt;. Acesso em: [coloque aqui a data em que você acessou esse artigo, sem o colchetes].

 

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48 Respostas to “Pesquisa escolar na Internet: Ctrl+C & Ctrl+V versus Cópia Manuscrita”

  1. Instituto Ayrton Senna» Arquivo do Blog Says:

    […] * Publicado originalmente no ´blog do autor: http://professordigital.wordpress.com/2010/01/31/pesquisa-escolar-na-internet-ctrlc-ctrlv-versus-cop&#8230; […]

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  2. Kaliane Silva Sousa Soares Says:

    Achei o tema proposto de grande valia. Visto que essa questão de encontrar tudo na internet, nos sites de busca, devem ser lelhor acompanhados por nós pais, responsáveis, docentes. Isto porque a cada instante, os discentes estão cada vez mais “antenados” com os recursos tecnológicos e no que tange ao processo de ensino aprendizagem, na busca pelo conhecimento sistematizado, o que mais presencia-se é a execução do ctrl C \ ctrl V. Fato muito grave. O que é pior, já presenciei colegas mediadores do conhecimento, realizado o procedimento supracitado, para preparar “provas”. Neste caso, como poderemos cobrar dos discentes que pesquisem, redimensionem o texto, coloquem suas palavras, emitam críticas, se docentes estão recorrendo ao ctrl C \ctrl V? Parece que a formação continuada também precisa estar presente na construção do profissioanl de educação, com temas voltados ao plágio realizado principalmente por tais profissionais.

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  3. Cristina Says:

    Boa tarde colegas. Estamos na ERA da tecnologia e isso é muito importante para conhecimento de todos, mas vale salientar que a internet também é uma ferramenta que pode tirar o hábito de ler de nossa gente.

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    • profjc Says:

      Olá Cristina,

      Todas as pesquisas apontam que após o advento da internet (que é um meio essencialmente “de leitura”) as pessoas, e especialmente os jovens, passaram a ler muito mais. Mas é preciso não confundir “leitura” com “leitura de livros e revistas impressas”.

      Abraço,

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  4. Fernanda Muniz Says:

    Excelente!
    Tive uma experiência com minha filha, na época com 11 anos e cursando o 6º ano. Certa vez o professor de ciências dela passou um trabalho que poderia ser manuscrito ou digitado, porém quem fizesse no computador teria dois pontos a menos. Fiquei perplexa, pois no mundo tecnológico como o de hoje, um professor se limitar desta forma porque os alunos ao fazerem no computador poderiam “copiar” e “colar”. Acho um despreparo deste professor que perdeu a oportunidade de debater com os alunos a importância da correta utilização da informática, a ética e a responsabilidade. Até porque muitos copiam no papel o que pesquisaram na internet, sem mudar uma vírgula, ou seja, continua sendo cópia, só que mais trabalhoso. E em ambas as formas, manuscrito ou digitado, não houve aprendizagem, só cópia, de qualquer forma.
    Como já havia conversado com minha filha sobre o assunto (Ctrl+C & Ctrl+V), ela decidiu que faria digitado, pois seria feito todo com suas palavras, e quem sabe, após a correção o professor não tirasse seus 2 pontos, pensou ela. Porém, foi pior do que ela esperava, pois o professor não leu nenhum trabalho, só deu um visto. Ela ficou muito chateada, pois estudou muito o assunto para fazer o trabalho com suas palavras, enquanto alguns colegas só copiaram e tiraram 10.
    Percebe-se claramente neste caso o despreparo do professor frente às TICs.

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  5. Marconi Cisa Melo Says:

    Professor JC, gostei muito do artigo aqui em discussão, li todos os demais comentários dos colegas aqui postado e concordo com o desfecho apresentado que o problema estava em não planejar a atividade e não ter nenhum significado maior que valorize o solicitado pelo professor. Os TICs de hoje estão aí como por exemplo os Tablets, para justamente não se precisar mais perder tempo com a reprodução de material, impresso, copiado, redigido, escaneado ou espelhado em um modelo originário que, teve o seu propósito no momento da sua publicação, mas se não for questionado, melhorado ou transformado em um outro produto que será o “seu originário” então aquela busca de informação feito por TICs ou não, produzirá nada do esperado efeito de transformação e agregação de conhecimento. Abços.

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  6. Hélio José dos Santos Says:

    A realidade atual é bem diferente de alguns tempos atras, os professores precisam acompanhar os recursos tecnologicos.As TICs é uma das ferramentas fundamentais atualmente.

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  7. Bárbara F Says:

    José Carlos,

    Puxa, que legal o seu blog, parabéns!

    Quanto ao seu artigo, penso que ele aborda um tema bastante complexo, e que acabaram se misturando duas discussões diferentes, o que causa uma certa confusão.

    Uma, que é a idéia da pesquisa como ferramenta de aprendizagem, desenvolvendo todos aqueles itens citados no post. Se a pesquisa é orientada corretamente, e é feita em grande parte na própria escola, onde o professor pode orientar e acompanhar, concordo plenamente em que se utilize somente a escrita digital, ou a montagem do artigo final utilizando inteiramente as TICs.

    Mas muitas vezes, existe uma outra finalidade de se exigir um trabalho manuscrito, que é a outra discussão que caberia neste post: a necessidade do aluno aprender a escrever corretamente. Na escola onde dou aulas, me deparei com alunos de sexta-série que ainda não sabiam escrever, e outros que faziam muitos erros gramaticais, ou que não tinha fluência na escrita. Ou ainda, que achavam que não precisavam pensar, e elaborar um texto demanda pensar. Então, como finalidade secundária, acho que se justifica o pedido do trabalho manuscrito nesses casos, desde que se ofereçam também oportunidades de utilização das TICs para estes alunos com outros objetivos, afinal, mesmo eles utilizam os celulares para ouvir música, tirar fotografias, filmar, trocar sms.

    Por acaso também tenho um filho de 9 anos, e outro de quase 7. Os dois usam TICs uma boa parte do tempo em casa e um pouco na escola, mas de modo algum dispensaria o escrever a mão, o pintar, o desenhar, o cantar, pular, se mover, fazer esculturas de argila, jogar futebol ou nadar. Se você já assistiu o filme “Walle”, pode compreender o que eu estou dizendo: lá, o ser humano não sabia mais nem caminhar, ficar em pé, pois tudo era conseguido ou obtido apertando botões…Claro, lá o objetivo principal era satisfazer a necessidade de consumo, se distrair do não ter nada para fazer…Mas representa uma realidade em que o homem vive quase que integralmente no virtual, o que o torna quase desumano. O que vc. acha?

    Fica a reflexão, ao mesmo tempo em que parabenizo pelo blog, e peço autorização para divulgá-lo em meu próprio blog:
    http://musicanaescolacidada.blogspot.com/

    Grande abraço,

    Bárbara.

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    • profjc Says:

      Olá Bárbara,

      Sim, você pode postar o artigo no seu blog. Veja a política de uso do meu blog aqui (http://professordigital.wordpress.com/copyright/).

      Concordo sim que não podemos e nem devemos abandonar a escrita manuscrita, principalmente nas séries iniciais, mas observo que “copiar textos” não favore a escrita manuscrita tanto quanto se imagina: a leitura colabora muito mais para a aprendizagem da escrita e, se combinada com a produção de textos próprios pelo aluno ela dá conta da alfabetizaçao escrita sem a necessidade de “cópias como metodologia”.

      É evidente que até dado momento o aluno é “copiador” por natureza (da aprendizagem), mas um aluno do sexto ano que ainda tem dificuldades grandes de escrita é um aluno que, provavelmente, copiou muito mas leu pouco e escreveu (produziu) pouco. A disponibilização de materiais de leitura de interesse para o aluno pode ajudar bastante na recuperação desses casos (gibis, livros e revistas infantis são ótimos recursos).

      Obrigado pela visita ao blog e por seus comentários muito bem focados.

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  8. pedro avelino Says:

    Bom dia!

    Nos dias atuais não dar para pensar escola sem as TICs. É necessário fazer uso das tecnologias.

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  9. Fernanda Tardin Says:

    Olá, Prof JC!
    Como sempre, mais um excelente artigo. rsrsrs
    Esse assunto realmente ainda precisa ser muito discutido. Em minha opinião muitas vezes falta interesse do educador em buscar soluções eficientes para as dificuldades encontradas pelo caminho. Acredito que fazer por fazer é melhor não fazer. Não vejo sentido em um professor passar um trabalho de pesquisa sem uma proposta bem definida para a atividade. Não dá mais para ficar sentado esperando as informações e as capacitações chegarem, precisamos correr atrás delas, precisamos acima de tudo querer aprender, querer aprimorar nossa prática, querer, acreditar e fazer o possível e o impossível para oferecer a nossos alunos um ensino de qualidade.
    Acabei de fazer um post citando o seu artigo, quando der passe por lá para conferir.
    Um abraço!

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  10. arlene rocha Says:

    Nos dias de hoje é muito importante o uso das TICs, para o trabalho da educação tanto para o educador quanto para o educando, mas como foi lembrado muito bem no artigo é indispensável que se faça antes um bom planejamento e que não se esqueça de outros recursos que tambem são importantes para pesquisas, como o livro, a revista por exemplo. É comum ver acontecer nas escolas o que foi citado no artigo. Precisa -se urgentemente de reformulação de idéia para uma boa prática de ensino-aprendizagem.

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  11. jennyhorta Says:

    Olá Prof. JC! Que excelente artigo! Tive a oportunidade de ler no curso do Educarede que estou fazendo com a Profª Gladis. Por isso eu bato pé ao afirmar que precisamos começar este processo do uso das TICs desde a educação infantil. Temos um círculo vicioso: pprofessores que muitas vezes não sabem pesquisar e orientam crianças que…

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    • profjc Says:

      Olá Jenny!

      Mande um abraço meu para a Gladis.
      Concordo com você sobre o uso das TICs desde a Educação Infantil. As crianças pequenas já usam as TICs, mas não para fins pedagógicos, e isso porque seus professores não o fazem.
      Obrigado pela visita e pelo comentário.

      Abraço,
      JC

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  12. edla Says:

    Sr. José ,
    Excelente artigo ,muito bem elaborado como proposta de reflexão sobre as metodologias de ensino e de aprendizagem,parabéns ! Concordo no que diz … e refletindo esponho o meu pensamento sobre a educação e
    o mundo atual quando as tecnologias estão a frente do sistema educacional que ainda caminha lentamente pois,a legislação vigente está atualizada aos novos tempos,porém a estrutura organizacional das escolas …..parecem ter paralizado no tempo…a maioria dos prédios escolares de ensino público principalmente estão ainda ,assegurando somente os espaços de salas de aulas com quadro de giz,cadeiras e mesas no mesmo molde de muitos anos passados…

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    • profjc Says:

      Ola Edla,

      Obrigado pelo comentário. De fato, não são só os prédios escolares de ensino público que estão precisando de um upgrade urgente… Há muitas cabeças dentro desses prédios precisando de upgrade.

      Abraço,
      JC

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  13. auslemberg gomes santos Says:

    a educação é a ferramenta que poderá mudar o mundo, mas precisa de profissionais comprometidos com sua ação educativa, sendo capaz de promover uma aprendizagem significativa e prazerosa aos alunos.
    assim a pesquisa e os trabalhos pedagógicos devem ser bem planejados e executados.

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  14. Reinaldo Alves dos Santos Says:

    o sistema de ensino, principalmente via internet, é um fator indispensável na vida do educador e do educando, pois, valoriza o EU, e encaminha p o mecado de trabalho, e até p o meio social

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  15. Reinaldo Alves dos Santos Says:

    verdadeiramente somos agentes transmissores de conhecimento

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  16. Jussara Says:

    Achei interessante a posição. É necessário fazer com que os alunos leiam mais e participem da produção de sua pesquisa de forma adequada, seja através da colagem de textos da internet ou da elaboração de sínteses sobre o assunto e cuja apresentação aconteça sobre a forma de debates entre a turma.

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  17. João Pereira de Oliveira Says:

    Gostei, este é um sério problema de nossas escolas, tanto públicas quanto particulares é verdade que tanto faz compiar a mão como imprimir o material da internet pois copiar não significa que aluno estudou o assunto e trabalhou seu conteúdo. Professor deve solicitar atividades feitas com o material pesquisado e a part dai avaliar o aluno ou a equipe. Estimulando cada vez mais sua turma.

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  18. internet Says:

    A pesquisa na internet, vem ajudando muito os alunos a encontrar material que não estão disponível a eles nas escolas,Porém este material deve servir como fonte de pesquisa para eles e não como uma resposta pronta.Cabe ao professor esclarecer que através do material pesquisado, o aluno deve desenvolver o seu trabalho.

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  19. internet Says:

    A internet e uma fonte de pesquisa super interessante, que nos fornece todo tipo de informação, mas deve ser usada como fonte de pesquisa não para fornecer cópias prontas. Pois o aluno tem que desenvolver suas capacidades de interpretar, raciocinar e criar seu próprio trabalho encima do que foi pesquisado.

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    • Luciana Says:

      Concordo com voce, quando diz que a internet deve ser usada como fonte de pesquisa e não como cópia. Pos assim o aluno simplesmente só irá copiar e colar e a função hoje da internet é formar cidadaos críticos que possam ler o que está escrito e interpretar, criando assim a sua própria idéia do que foi pesquisado.

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  20. Sirlene Says:

    É lamentável presenciar colegas usando expressões do tipo “se a pesquisa foi da internet eu não aceito”.

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  21. CamilaSiqueira Says:

    Adorei o post, isto acontece bastante, e com isso, os alunos até nem exercitam a sua escrita, o que é uma lastima. :D

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  22. O uso pedagógico da Sala de Informática da escola « Professor Digital Says:

    [...] para compreender melhor o mecanismo de pesquisa na internet (veja, por exemplo, o artigo “Pesquisa escolar na Internet: Ctrl+C & Ctrl+V versus Cópia Manuscrita“) e sobre como propor boas [...]

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  23. Marie Says:

    Oi Professor,

    Eu gostei bastante do que foi postado, parabéns, mas nao achei exatamente o que estava procurando, minha professora passou um trabalho para os alunos fazerem, e procurar sobre o assunto, o que esta sendo mais prejudicado quando os estudantes substituem a pesquisa e a produçao do próprio texto pela cópia da internet.
    Ficaria grata se pudesse me ajudar.

    Obrigada.

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  24. Eudna Says:

    Olá Professor

    Interessante o artigo.
    Grande parte das escolas atualmente tem um aparato enorme de tecnologias, porém a sua utilização é totalmente apartada da prática pedagógica. É o educador o responsável pelos processos que ele desencadeia, portanto é ele quem deve estar alerta a essas mudanças sociais citadas no artigo. Acredito que as instituições formadoras precisam urgentemente rever suas grades curriculares.
    Como vc mesmo citou, mesmo os professores jovens, da era digital, ainda trabalham de forma tradicional.

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  25. andrea fraga Says:

    Adoei esse blog mrvilhoso estão de parabéns

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  26. Conceição Rosa Says:

    Oi professor

    Considerando tudo que foi exposto neste artigo, achei importantíssimo o destaque dado à gestão e à coordenação para realizar as mudanças de paradigmas de aprendizagem e uso proficiente das novas metodologias…
    Se a instituição valoriza a pesquisa, se a concepção do que esta deve ser vai além de uma “atividade”, provavelmente seus professores não farão propostas como aquela citada no começo do artigo. Se “uma andorinha só não faz verão”, há que se assumir a importância da pesquisa – e do uso das TIC para tal – pela Escola em seu todo, e não por alguns professores isoladamente…
    Para aqueles que (já) aceitam apresentação de pesquisas com as TIC, e complementando este texto, sugiro a leitura de “10 conselhos para evitar o copiar e colar” publicado pela professora Míriam em seu blog. Veja em http://miriamsalles.info/wp/?p=3780

    Obs.: As sugestões de leitura são excelentes! E esta discussão também.

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    • profjc Says:

      Olá Conceição,

      Estou acrescentando o link para o blog da professora Miriam na relação de sugestões de leituras na Internet no final do artigo. Muito obrigado pela contribuição.

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  27. vera Says:

    Ah, meu aro! Cansei de ver isso acontecer por aqui! Mas o texto coloca muito bem: falta planejamento do professor. Se ele planejasse a pesquisa, orientasse o aluno, com certeza ele também aprenderia muito com esse aluno. Mas alguns professores preferem se isolar, manter-se longe dos alunos, ainda se orgulhando em serem os detentores do conhecimento….”Vocês não sabem pesquisar na internet.”Que tal se eles ensinassem esse alunos?Ou melhor, que tal se eles aprendessem com os alunos? Porque hoje qualquer aluno dá banho em muito professor!
    Parabéns!

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    • Samantha Says:

      Olá, a minha preocupação sempre é “como faço isso com os alunos?”.

      Pesquisar inclui uma etapa individual também, em que o aluno deve ter desenvolvida habilidades de leitura muito importantes como, ler, selecionar, interpretar as informações para então usá-las para realizar a atividade investigativa. Com certeza, isso não depende das TIC´s. É mais fácil mudar a abordagem para os trabalhos de pesquisa para uma que seja mais coerente com a aprendizagem do alunos, do que desenvolver as habilidades que os alunos precisam ter para desempenhar essa atividade. Esse desafio, já acontecia antes mesmo das TIC´s…

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      • profjc Says:

        Olá Samantha,

        É exatamente esse o foco do artigo: pesquisar é diferente de coletar dados sem critério. As TICs apenas tornaram mais visível (e até exagerado) algo que já vinha acontecendo em muitas escolas: a falta de um trabalho formativo que capacite o aluno para a pesquisa. Fico feliz que você tenha sempre essa preocupação e agradeço muito o seu comentário.

        Abraço,
        JC

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  28. John Says:

    Eu estudei num tempo sem internet. Questionários eram respondidos pela maioria com cópia integral dos livros didáticos.

    No tal case, quem quer copiar, só vai ter o trabalho de fazê-lo à mão.

    Fazer um grupo de leitura em sala ajudaria muito mais os livros do que essa bobagem.

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  29. Safira Says:

    Ah, esqueci! Vou passar seu blog para muiiiiiiiiiiiiiiiiiitos que ainda acham as TIC’s um BICHÃO! rs

    Beijos

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  30. Safira Says:

    JC,

    Sem reparos! Só acrescentaria a parte do “depois”. Tá, e depois, o que fazer com a pesquisa? Será avaliada? Quais serão os critérios dessa avaliação? Como ela terminará sua vida, indo pra casa dos alunos e consequentemente para o lixo ou ficará na escola para ser utilizada por outros? Há uma conclusão a respeito do assunto, ou mesmo considerações sobre como a pesquisa foi realizada (digitada ou feita a mão mesmo? rs)….Essa ainda é parte que sempre fica em aberto nessas discussões, e sei que você poderia complementá-la com perfeição, como sempre faz.

    Beijos e parabéns pelo artigo, maravilhoso como sempre!

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    • profjc Says:

      Olá Safira,

      O “depois” deve ser contemplado no “antes de propor a pesquisa”, isto é, no “planejamento da atividade”. A verdade é que muitas vezes o professor pede que o aluno faça uma pesquisa mas não planeja essa pesquisa como uma atividade pedagógica complexa que é. Conforme sugeri no texto, as pesquisas devem ser encaradas como “projetos” e não como meras atividades “de entregar”.

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  31. Elis Says:

    Olá

    muito bom seu texto !!

    Também enfrentei, aliás.. continuo enfrentando o mesmo problema na escola de minha filha que em 2010 estará na 6a.série ensino de 8 anos. Numa escola da Rede Privada de Ensino, de Porto Alegre-RS; Quando procurei a coordenação pedagógica e abordei o assunto, as 2 coordenadoras, de comum acordo afirmaram que alguns alunos vendiam cópias para os colegas; E que a escola não estimulava o uso da internet porque os pais não sabiam como controlar os filhos.

    Penso que existem formas de saber que um trabalho foi copiado simplesmente porém, o problema não se resume à isso… na verdade falta estímulo aos alunos para que sintam vontade em realizar tais tarefas. Os professores insistem na forma tradicional de ensino: professor transmissor e aluno receptor de informações.

    Sugiro que os professores elaborem projetos, façam uso de webquest, tarefas práticas de idas à campo(fotografias, filmagens,web..) registros em aplicativos para estatística, editores de textos, editores gráficos, geração de vídeos… Enfim… que seja permitido ao aluno fazer uso de tecnologias, sejam estimulados à criar modelos de apresentação de trabalhos nos quais a criatividade particular tenha importância, etc etc etc.. Cada trabalho será único !! Ahhhh.. mas os professores dirão que não sabem usar as tecnologias??? ok !! Porém isso é problema dos professores e não dos alunos. Persiste, ainda, a metodologia antiga, e a”culpa” do que não funciona é do aluno. Ao invés de buscarem a atualização, acompanharem as mudanças que estão ocorrendo no mundo em virtude do advento das tecnologias, preferem os antipáticos trabalhos manuscritos que em nada estimulam os alunos a buscarem informações – porque eles não sabem utilizar as tecnologias e estão acomodados, resistentes . É necessário refletir sobre a metodologia aplicada e não forçar para que se permaeça no passado. E que não reclamem da evasão escolar…

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  32. Helena Says:

    É um assuntro bastante complicado que, como vários outros criados pelo uso da net ( como o da propriedade intelectual) tem que ser repensado.

    Novas mídias geram novos comportamentos e a necessária adequação a eles. O que é preciso, como você coloca no artigo, é a formação de professores capazes de lidar com estes novos desafios.

    abraço.

    merrel

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  33. GIANA Says:

    Prezado, adorei seu artigo!

    Tenho, porém, andado a fazer algumas ressalvas quanto aos trabalhos. Sabes que o Google é mto difícil de ser pego, e invariavelmente os alunos chegam com textos sem nem passar para o editor de textos, completos, sem leitura e sem revisão. No máximo, citam a fonte. Óbvio que o tema do trabalho está apenas tangenciado nestes trabalhos… no entando, o fato de pedir estes trabalhos por escrito ou digitados realmente não faz a menor diferença o aluno traz o conteúdo pesquisado copiado sem crítica e sem ordenação. O que eles fazem com ctrl+c e ctrl+v , nestes casos, é uma reedição do que eles já faziam à mão.

    Eu, como professora, tento questionar que o problema do trabalho não foi respondido. Mas eles realmente se contentam com 50% da nota… talvez eu devesse não dar nota nenhuma, aguardando uma nova pesquisa… mas aí eles não entregam. E a nota deles cai, e eles alegam que “fizeram o trabalho” ahahah. ô coisa complicada, rsrsrs.

    Abraços e obrigada pela matéria.

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    • profjc Says:

      Olá Giana, eu sugiro fortemente que toda atividade de “pesquisa” seja entendida e aplicada como “projeto”, conforme afirmo no texto. O que você descreve é a pura realidade e é por isso mesmo que precisamos de uma metodologia diferente para a abordagem do tema.

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  34. Pesquisa escolar na Internet: Ctrl+C & Ctrl+V versus Cópia … | Rede Banner Says:

    [...] na Internet: Ctrl+C & Ctrl+V versus Cópia … Após a sua avaliação, vote ou comente Fonte O dicionário lhe deu o significado da palavra e a busca na Internet lhe mostrou alguns exemplos [...]

    Curtir isso

  35. Alexandre Says:

    José Carlos, parabéns pelo artigo. Confesso que muitas vezes ficamos tão afixionados por resultados, que nos esquecemos do ensino-aprendisagem.

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  36. Susana Says:

    José Carlos, tive essa experiência recentemente na pós graduação, achei um absurdo, a professora nos dava um resumo por semana e “exigia” que fosse entregue escrito à mão, não aceitava esse resumo digitado, claro que reclamamos, mas não resolveu nada

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  37. Pesquisa escolar na Internet: Ctrl+C & Ctrl+V versus Cópia … – escolar Says:

    [...] http://professordigital.wordpress.com/2010/01/31/pesquisa-escolar-na-internet-ctrlc-ctrlv-versus-cop…A pesquisa escolar, quando voltada aos alunos do Ensino Básico e, em especial, aos alunos do Ensino [...]

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